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Croácia foi a campeã da torcida em bar de Ribeirão Preto

Muitos brasileiros torceram por um resultado inédito na Copa do Mundo, mas era dia da França conquistar o bicampeonato

| ACidadeON/Ribeirao

 

Torcedores de Ribeirão Preto se reuniram em bar para acompanhar a final da Copa (Foto: Matheus Urenha / A Cidade)

Com o Brasil fora da Copa, restou aos brasileiros escolher uma seleção para chamar de sua. A reportagem acompanhou a final do Mundial da Fifa em um bar na zona Sul de Ribeirão Preteo e, por lá, a torcida era pela vitória da Croácia. 

Após acompanhar os jogos da Copa do Mundo, o estudante Felipe Weishaupt achou merecido os croatas chegarem à final contraa França. E vibrava a cada chance de gol dos croatas e da possibilidade de um campeão inédito. "Uma equipe que mostrou um bom futebol e ganhou três prorrogações. Com jogadores bem encaixados, taticamente forte e com um técnico que sabe montar o time", disse. 

Sem deixar de lado a falta de empatia com a França pelas vezes em que o país eliminou o Brasil na Copa. "Tenho uma breve lembrança da final de 1998 e de 2006, quando os franceses nos eliminaram nas quartas de final", recordou Felipe. 

O músico Lucas Falconi tinha um motivo a mais para torcer pela Croácia, além da França já ter sido campeã sobre o Brasil. Apostou 100 dólares na vitória dos croatas. "Além da birra da França pelo passado, voou aproveitar para ganhar um dinheirinho", disse. 

Mesa francesa 

Assim como o estudante e o músico, a maioria dos clientes do Lol Sports Bar torcia pela Croácia. Com exceção de uma mesa, em que a França era a favorita à taça. A aposentada Nilza Vitaliano elegeu os franceses, como retribuição à escolha de Ribeirão Preto como sede no mundial de 2014. "Eles fizeram uma boa campanha na Copa e é uma forma de retribuir a atenção dos franceses com os ribeirão-pretanos", afirmou. 

Ao seu lado, a juíza Carolina Nogueira estava torcendo pelos seus antecedentes. Bisneta de franceses e com dupla cidadania, ela assistiu ao jogo com a família reunida, mas dividida na torcida. "Meu marido e meu filho João Pedro, de 9 anos, estão torcendo pela França, já o Gabriel quer ver a Croácia vencer. Como não é jogo do Brasil e o envolvimento emocional é menor, isso é até divertido", contou a juíza. 

"A Copa tem que ter um novo campeão. E se a França ganhar vão tirar sarro do Neymar e eu não quero isso", justificou o filho Gabriel, de 11 anos. 

Mas o dia era da minoria do bar, ou melhor, da França, que chegava ao bicampeonato, após sua terceira final em seis Copas do Mundo, para alegria do bancário Rodrigo Mateus de Souza Campos e de todos da mesa em que ele estava. "Tenho amigos franceses que ficaram hospedados na minha casa, além da França ter prestigiado Ribeirão em 2014. A França dominou o jogo, foi merecido", concluiu. 


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