Mesa de bar na calçada, parabrisa que não funciona na chuva, buscar desesperadamente locais com ar condicionado e atividades culturais gratuitas ou com entrada solidária. Muita coisa em Ribeirão Preto chama a atenção de quem visita a cidade pela primeira vez, mas os moradores garantem que são esses pequenos detalhes que fazem da cidade um lugar tão charmoso e adaptado ao clima. Será que você já viveu alguma destas situações?
1) Barzinho bom é na rua
Se em cidade do interior o charme é sentar na porta de casa para ver o movimento, em Ribeirão Preto o costume tem sua própria versão. Vocacionada para os serviços, a cidade possui uma vasta gama de bares e restaurantes, nos quais a graça é mesmo ficar sentado em mesas do lado de fora do estabelecimento. Bem mais fresquinhos que os espaços internos próximo à cozinha ou com muita gente (o que faz uma baita diferença no calor de Ribeirão), esses lugares têm a preferência dos clientes e mesmo nos shoppings há terraços e áreas abertas para atender essa demanda local. Na rua, é preciso respeitar a metragem destinada aos pedestres, o que trouxe alguma redução na quantidade de lugares externos nos últimos anos. Ainda assim, sempre dá para encontrar um bar de peixinho, sorveteria ou barzinho com pé na calçada, para deleite do ribeirão-pretano.
2) Cultura gratuita ou solidária
Ir para Europa é bom, mas nada como ver os mesmos filmes e exposições de graça aqui em Ribeirão Preto. Diferente de outros lugares do mundo, a cidade reúne uma atividade cultural intensa, na qual dá sempre para pegar algum evento legal de forma gratuita ou com entrada solidária – o que vale das artes plásticas a espetáculos de música, dança e teatro. Em grandes festivais, já é de praxe que doar um quilo de alimento não perecível basta para que todo mundo possa pagar meia entrada. Além disso, a cidade conta com toda uma programação cultural promovida por instituições como a Universidade de São Paulo (USP), Cineclube Cauim, Ribeirão Em Cena, Feira Internacional do Livro, Orquestra Sinfônica e Sesc, que trazem o circuito nacional de arte para cá sem custo (ou com valores bastante reduzidos e até simbólicos) para o público.
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3) Shopping nosso de cada dia
Se tem uma coisa que ribeirão-pretano adora é shopping center. Dirão as más línguas que é só pelo ar condicionado abençoado que nos refresca, mas tem mais que isso. A cidade tem nada menos que quatro dos melhores centros de compras do Estado: Ribeirão Shopping, Santa Úrsula, Iguatemi e Novo Shopping. Além das praças de alimentação, salas de cinemas e grande variedade de produtos e serviços, esses lugares também trazem atividades sazonais, geralmente para crianças e famílias, sendo muitas, inclusive, gratuitas. Se você perguntar aonde ir para resolver algo rápido, provavelmente será mandado a um shopping.
4) Palheta que não funciona na chuva e moradia face sombra
Se a estação das chuvas chegar, corra para o posto ou loja de acessórios para trocar as palhetas do parabrisas do seu carro. O sol inclemente das ruas de Ribeirão e o tempo longo de seca destroem todas as borrachinhas em tempo recorde e você, com certeza, ficará com pouca visibilidade quando finalmente ligar o limpador. O mesmo princípio climático afeta o mercado imobiliário. Em Ribeirão, as casas e apartamentos devem ser construídos garantindo pelo menos alguns pontos de face sombra, ou as construções tornam-se verdadeiros fornos, com a luz pelas janelas desbotando como lasers os seus móveis e quadros.
5) Apelidos para os lugares
Toda cidade tem lugares “BIC” ou “Bombril” para chamar de seus. Em Ribeirão Preto, os nativos chamam o Centro de “Calçadão”, por causa do trecho da Praça XV até a baixada que é revestido de calçamento exclusivo para pedestres. Centro, por sua vez, geralmente é referência a algum centro religioso, também bem comuns no município. O Parque Permanente de Exposições, por sua vez, recebe diversos eventos com milhares de pessoas todos os anos, mas até hoje é conhecido como “Feapam” e mesmo os produtores costumam divulgar o espaço com esse nome. A referência é à Feira Agrícola da Alta Mogiana (Feapam), primeiro evento realizado no local, em 1976, e motivo da criação do parque no ano anterior. A Feapam teve pelo menos 27 edições até 2004, mas, detalhe: não acontece mais há quase duas décadas!
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