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Ernesto Nazareth é homenageado em Ribeirão Preto

Compositor considerado um dos pioneiros do choro moderno é homenageado em show hoje (16) à noite, no Theatro Pedro II

| ACidadeON/Ribeirao

Choro da casa: Alguns dos músicos do projeto, que se apresentam esta noite, no palco do Theatro Pedro II, em Ribeirão (foto: Matheus Urenha / A Cidade)


Um dos pioneiros compositores do choro e influenciador de suas versões mais modernas. Assim o cavaquinista e um dos fundadores do grupo Choro da Casa Alexandre Gonçalves Peres define Ernesto Nazareth (1863-1934), o pianista e compositor brasileiro homenageado em show de hoje à noite, no Theatro Pedro II.  

Formado ainda por Danilo Growald (bandolim), João Roberto, Alan Silva, Lucas Oliveira (violões), Ricardo Pérez, Jefferson Roani (percussão e pandeiro) e Vitor Sampaio (solo de violão), o Choro da Casa contará com participações muito especiais, como os pianistas Leonardo Freitas e Nélia Paterno, além do violinista Miltinho, que trará a ligação de Nazareth com a música erudita.  

No repertório, clássicos do compositor homenageado, como "Odeon", "Brejeiro" e "Apanhei-te cavaquinho". "Nós vamos falar do tango brasileiro, do qual Nazareth é principal referência e que no final do século 19 foi considerado o ritmo mais brasileiro", adianta Alexandre. "Tentaremos passar um pouco do que se era feito naquela época em sua música", completa.  

A homenagem faz parte de uma série de concertos didáticos que o Choro da Casa vem realizando há dois anos, sempre homenageando um nome do gênero. Começou com uma pesquisa feita sobre compositores de Ribeirão Preto, que resultou em show homenageando conterrâneos como Belmácio Godinho, Horvildes Simões e José Augusto Vásquez.  

Posteriormente, o projeto passou a homenagear consagrados músicos do choro, como Pixinguinha, Zequinha de Abreu, Jacob do Bandolim e, agora, Ernesto Nazareth. "Eu acredito que ele foi o que mais influenciou o choro moderno. Apesar de ser de 1800, nascido junto com o surgimento do estilo, ainda o considero como um compositor moderno" opina Alexandre.

Projeto  

O projeto Choro da Casa surgiu a partir de um grupo de amigos com a ideia em comum de estudar o gênero e aprimorar suas técnicas. "Nós nos juntamos para fazer uma roda de choro em um bar e, a partir disso, a roda foi crescendo e crescendo e resolvemos tornaá-la algo maior", conta Peres.  

Hoje é o projeto é musical e social. "Além dos festivais, nós fazemos oficinas gratuitas no Centro Cultural Palace, visitas em hospitais e asilos, pesquisas sobre compositores e shows, como é o caso dessa apresentação", conta.
A roda de choro ainda ocorre todas as segundas, a partir das 20h30, na praça XV.  

Para o músico, que cultiva o gênero desde os 20 anos, o choro é rico em harmonia, ritmo e melodia, além de ser uma escola da música brasileira. "Não é uma música folclórica. Apesar de ter nascido no século 19, vem se modernizando até hoje e é uma das músicas mais ricas que temos no mundo. Então é algo que vale a pena estar valorizando e cada dia mais jovens vão se ligando mais e entendendo sua importância", relata. (Bruna Zanatto, sob supervisão de Silvia Pereira) 

Serviço

Choro da Casa
QUANDO: 16/5 (quarta), 20h
ONDE: Theatro Pedro II
(rua Álvares Cabral, 370)
INGRESSOS: R$ 10 a R$ 20
INF.: (16) 3977-8111

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