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Mês de julho: tempo de brincar e relaxar com a criançada

Após o primeiro semestre de aula, chegam as tão esperadas - pelos filhos - férias; confira as opções

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Férias de julho:a psicóloga Danielle Zeoti, com o filho Guilheme, de 10 anos. "Momento de ócio e de descanso" (Foto: Weber Sian / A Cidade)
Com a agenda de compromissos e cursos que as crianças têm hoje em dia, o período de férias não precisa ser, obrigatoriamente, hora de aprender algo ou fazer uma programação especial. Além de se divertir é preciso tempo para descansar.  

Em julho o recesso escolar é garantido, mas nem sempre os pais entram em férias neste período. E se para as crianças é um momento aguardado, para os pais que trabalham fora de casa, muitas vezes, representa uma quebra na rotina tão bem estabelecida dos filhos e, consequentemente, uma corrida na busca de atividades divertidas e educativas que preencham a agenda vazia dos pequenos.  

Muitas vezes sem ter quem cuide dos filhos nas férias e com tanta tecnologia a que eles têm acesso, é preciso encontrar alternativas para que as crianças se divirtam, sem ficar horas a fio nos tablets, videogames e celulares. Daí a importância que muitos pais dão em encontrar cursos e programas que proporcionem contato com outras crianças, com a natureza e com atividades que colaborem no desenvolvimento.  

Ócio produtivo  

Mas a psicóloga Danielle Zeoti ressalta que depois de quase seis meses de rotina, provas, cobranças, tarefas e desafios diários - não só do ponto de vista escolar, mas do desenvolvimento afetivo e da socialização - essas férias de cerca de 30 dias são providenciais para a garotada. "As crianças chegam em um momento de exaustão e precisam de um pouco de ócio, sem muitas atividades e um tempo realmente para descansar", afirma.  

Danielle ressalta que como as férias do meio do ano são menores que as de janeiro, não há como mudar completamente a rotina, mas ela deve ser alterada em pequenas coisas, como dormir uma hora a mais, incluir atividades prazerosas e momentos desocupados.  

"É preciso respeitar o momento de intervalo, a lacuna e que os filhos possam não ter horário e imposições. Um tempo sem atividade, o ócio nesse momento é produtivo. É fundamental", afirma.  

E não é só por conta do relaxamento. A psicóloga explica que esse recesso serve para recarregar as baterias e as energias, proporcionando um descanso psíquico e mental e a consolidação do aprendizado.   

"É o momento de segmentação de conhecimentos. Tudo que a criança aprendeu no semestre, irá se assentar dentro dela, se consolidar. Para que no segundo semestre comece a apreender novos conhecimentos. Esse GAP acontece também em nível neurológico", detalha Danielle.  

A psicóloga ressalta que percebe a dificuldade dos pais em entenderem e aceitarem que os filhos podem ter um momento de "tédio", ou seja, sem nenhum tipo de atividade.   

"Aprender a lidar com o tédio faz parte do crescimento e as crianças terão de ter criatividade para lidar com esses momentos, descobrir algo para fazer. A capacidade de imaginar, trabalhar com o faz de conta é próprio da infância", explica. 

Silvia diversifica as atividades e estimula habilidades 

Programação: a estilista e empresária Silvia Medeiros já organizou como serão as férias de Gabriel e Luiz Felipe (Foto: Weber Sian / A Cidade)
Durante alguns anos, os filhos da estilista e empresária Silvia Medeiros ficavam nas férias com a sogra. "Ficavam assistindo TV, brincando e dava um horário iam ao parquinho do condomínio", lembra. 

Mas há um ano e meio isso não foi mais possível e Silvia precisou se planejar e organizar atividades que envolvessem Gabriel, de 10 anos e Luiz Felipe, de 8, para que não ficassem somente envolvidos com eletroeletrônicos.   

"Comecei a me organizar com cursos de férias, que não sejam ligados à tecnologia, e que permitam que eles se desenvolvam, tenham contato com novas crianças, se socializem e descubram novas habilidades", comenta.  

Assim Gabriel e Luiz Felipe já têm programa para todas as tardes do mês de julho, em áreas diversificadas. "Na primeira semana vão participar de uma atividade de recreação, que envolve atividades físicas e brincadeiras diversas.   

Depois, como adoram futebol, de uma futférias. E a última será dedicada a um curso relacionado ao universo da internet, mas que permita aprendizado e criatividade, seja na robótica ou criação de vídeos", descreve Silvia.  

A estilista comenta que os filhos estão um pouco receosos com as atividades, mas acredita que experimentar é importante e que tudo deve ser decidido com antecedência para que as férias sejam divertidas, mas dentro de um contexto de desenvolvimento.   

"Alterno o tipo de atividade para que fiquem sempre estimulados e como eles já fizeram no ano passado, até já ficam curiosos para saber qual será a programação", revela Silvia.  

Já o tempo livre que Silvia possui em meio à rotina de trabalho, ela dedica aos programas em família. "Vamos ao cinema, ao parque, a uma livraria... fazemos coisas em que possamos interagir com eles, conversar", conta.
 
Tempo na rotina escolar 

Com a correria durante o ano letivo e a agenda infantil, geralmente, preenchida com cursos de idiomas e esportes, além das tarefas escolares, nem sempre as crianças conseguem fazer uma atividade extracurricular que desejam.   

Sabe aquele cursinho de teatro que seu filho sempre quis? As aulas de circo? Ou ainda de desenho de história em quadrinhos? Talvez esta seja a hora. Assim ele irá aprender, se divertir e ao mesmo tempo realizar um sonho. 
 
É hora de converter o tempo usado na rotina dos filhos em programas juntos
  
Como muitos pais não tiram férias no meio do ano, na maioria das vezes, os cursos de férias e recreação são necessários no período em que as crianças frequentam a escola, por conta da rotina profissional.   

Nesse sentido, a psicóloga Danielle Zeoti afirma que as atividades devem ser acordadas com a criança. "Vejo a inquietação por parte dos pais. Tudo deve ser discutido com o pequeno, não imposto. Explicar as brincadeiras e atividades que terão no curso e que o pai e a mãe precisam trabalhar. Assim o filho verá como um momento de lazer e costumam compreender", sugere.  

A psicóloga ressalta que o recesso de julho é ideal para converter os horários abertos pela quebra da rotina de escola e cursos extracurriculares em momentos com os filhos. Sabe aquele tempo que se gasta para buscar e levar as crianças na escola? Ou mesmo as horas à noite dedicadas a supervisionar a tarefa de casa? Ou de levá-los ao inglês?   

"Esse tempo concreto, assim como a energia que era usada para essas obrigações, devem ser reinvestidos nas férias em atividades prazerosas com os filhos, com qualidade. Seja para um passeio no bosque, ler um livro à noite...", explica Danielle.  

Atitudes simples, com custo baixo, mas de altíssimo valor para as crianças. Já que o afeto e atenção estarão totalmente voltados para os pequenos. "É o momento de criar memórias e histórias com os filhos. O cérebro das crianças está descansando e, assim, vai guardar novas lembranças e sensações", afirma a psicóloga.  

Coisas divertidas e simples para fazer nas férias  

Cozinhar juntos: 
 
Ensinar a cozinhar vai permitir que compartilhem momentos e a criança ainda aprenda noções de medidas
e de texto instrutivo. 

Noite do pijama: 
 
Dormir e acordar com amigos é muito divertido e incentiva a convivência entre eles.  

Torneio de jogos:  

Seja caça ao tesouro, brincadeira do canibal, jogos de tabuleiro ou mesmo campeonato de videogame, com uso da tecnologia a favor do aprendizado. "A criança aprende a competir, a respeitar o tempo do outro e a perder", explica Danielle.
 
Sessão de cinema em casa: 
 
Reunir os amigos para assistir a um filme juntos com pipoca é um programa divertido e barato. "Ou combine de levá-los juntos ao cinema, rateando com os pais os custos. Além de divertido, estimula o contato humano", ressalta.  

Cultivar uma plantinha: 
 
Mesmo que seja apenas uma hortelã no vasinho da varanda ou até montar uma mini hortinha. "Vai desenvolver a responsabilidade de cuidar de um ser vivo e a consciência com o meio ambiente", diz Danielle.  

Piquenique: 
 
Seja na pracinha, em um parque no final de semana ou mesmo no quinta de casa no final da tarde, se for o único tempo disponível. 

Ler com o filho: 
 
Sabe o tempo que sobrou da lição à noite? Use para ler um livro com a criança e tornar o momento da leitura divertido. "Deite, leia junto e entre no mundo da imaginação com ele", ensina.  

Fazer brinquedos: 
 
Receitas simples como o slime (geleca) ou massinha são fáceis e baratas e permitem muita diversão.

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