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Gisele Bündchen diz que nariz grande ajudou na carreira de modelo

A modelo contou que, aos 14 anos, quando chegou em São Paulo, ouviu de uma editora que nunca estaria numa capa de revista porque o nariz era muito grande

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Nariz grande ajudou na carreira de modelo, diz Bündchen (Foto: Brazil Photo Press / Folhapress)
 
Giselle Bündchen, 38, disse ter sofrido, quando adolescente, com o tamanho de seu nariz. Em entrevista à apresentadora Giovanna Ewbank,  a modelo contou que, aos 14 anos, quando chegou em São Paulo, ouviu de uma editora que nunca estaria numa capa de revista "porque meu nariz era muito grande, meus olhos eram muito pequenos." 

"Eu liguei para o meu pai chorando e ele disse que quando me dissessem que meu nariz era grande, era para eu dizer que era porque minha personalidade era grande também", disse ela, acrescentando que passou a levar a frase do pai como motivação. 

"No final das contas, [ter o nariz grande] fez com que eu me tornasse uma modelo melhor. Porque eu sempre me senti um patinho feio, de uma certa forma, e sempre queria dar o melhor de mim porque sentia que eu não era boa suficiente. Se eu tenho nariz grande eu tenho que ser melhor em alguma outra coisa." 

Gisele esteve no Brasil no último final de semana para lançar sua autobiografia, "Aprendizados - Minha Caminhada Para Uma Vida Com Mais Significado". Ela conta que a sua maior motivação foi compartilhar partes de sua vida real e suas dificuldades que pudessem inspirar outras pessoas. 

"Nos últimos anos eu comecei a escrever cartas para pessoas desconhecidas. [...] Eram pessoas que estavam se cortando ou que tinham problemas com bulimia. Por mais que não fossem coisas que eu tivesse passado na minha vida, eu tinha passado por ataques de pânico, por bullying e por várias coisas. Então pensei: e se eu dividir como eu consegui vencer alguns obstáculos na minha vida? Para mostrar que qualquer coisa pelas quais elas estivessem passando fosse simplesmente um momento na vida delas." 

A ideia, então, foi escrever uma carta aberta. "Eu queria ajudar as pessoas e quem foi ajudada fui eu", completa. 

Ela também comenta como passou a praticar Yoga e Meditação, técnicas que mudaram sua vida aos 23 anos, quando ela se viu em meio a ataques de pânico que precisariam ser controladas com remédio.  

"Foi muito difícil para mim quando cheguei no médico e ele disse que eu tinha que tomar um remédio todo dia. [...] Mas eu me recusava, meu corpo se recusava porque eu não fui criada assim [com remédios]. Eu sentia que não podia dividir isso com ninguém porque, imagina, as pessoas olhavam para mim e elas não tinham compaixão por mim". 

Ela conta, então, que pediu que Deus a ajudasse a encontrar o caminho certo e, na manhã seguinte, acordou pensando em fazer Yoga. De lá para cá, não parou mais. "Eu sofri calada por muito tempo até que chegou um momento em que eu percebi que tinha que dar um jeito nisso. Eu pensei: 'bom, estou no fundo do poço agora, eu preciso sair daqui'".