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Saiba como agir depois de ter os dados pessoais vazados

Cliente deve entrar em contato com a empresa e, se não obtiver uma resposta, pode acionar a Justiça

| Agência Brasil

Veja procedimentos sobre como agir após ter os dados vazados (Foto ilustrativa: Henrique Fontes)
 
Os recentes vazamentos em massa de dados de consumidores em todo o país acenderam um alerta. De posse do nome completo, do endereço e do Cadastro de Pessoa Física (CPF), criminosos podem comprometer a vida de cidadãos.

Na maioria dos casos, a pessoa lesada pode resolver o problema nas próprias empresas. Inicialmente, o contribuinte deve pedir um extrato detalhado ao órgão de proteção em que está negativado, para comprovar a origem da dívida.   

Depois disso é necessário acionar a empresa responsável pela negativação, por meio do Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC), ou escrever uma carta de próprio punho afirmando desconhecer o débito. 
 
Em todos os contatos, é importante que o cliente peça o número do protocolo na empresa responsável e tire cópia da contestação escrita a mão. O cidadão também deve pedir que a empresa emita algum documento que comprove o recebimento da carta, com data, assinatura e carimbo.
 

Justiça

O problema fica ainda mais delicado quando a empresa se recusa a limpar o nome do consumidor. Nesse caso, a saída costuma ser a Justiça. O consumidor deve juntar a documentação obtida número de protocolo, carta de próprio punho e declaração do gerente e entrar com pedido de retirada do nome do cadastro de devedores. A vítima também pode pedir indenização por danos morais.

A retirada do nome dos órgãos de proteção ao crédito pode ser feita por meio de liminar, que tem tramitação rápida e dispensa a espera para o processo acabar. Munido de toda a documentação, o cliente pode marcar atendimento nos próprios órgãos de proteção e contestar o lançamento no cadastro de devedores sem pedido de liminar, mas a análise do caso é individual.
 

Prevenção

Nos e-mails, o consumidor deve identificar a procedência do endereço da mensagem e evitar clicar em links e instalar qualquer programa.   

No caso de ligações telefônicas que peçam dados sensíveis, o cliente deve pedir a identificação do atendente e o número do protocolo.  

Uma das principais fontes de golpes, o WhatsApp deve ter a identificação em duas etapas ativada. Por meio desse recurso, o usuário criará uma senha de seis algarismos que deverá ser digitada periodicamente ao ler as mensagens. O código inibe clonagens e aumenta a segurança do aplicativo.

Em relação a cartões de crédito, é recomendado usar cartões virtuais em compras online. Além de poderem ser facilmente excluídos, os cartões virtuais não estão em outros vazamentos de dados.

Já no caso de sites do governo, como o Portal de Serviços Públicos do Governo Federal (gov.br) o Meu INSS e o auxílio emergencial, é recomendado trocar as senhas após o vazamento em massa.


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