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Lazer e Cultura

Giro entrevista o empresário Fábio Fernandes

Ele comanda o Lide Ribeirão Preto, grupo que tem a missão de fomentar ações com empresários bem-sucedidos

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Fábio Fernandes comanda o Lide Ribeirão Preto (foto: Murilo Corte / Especial)

 

Grandes empresários

Paulistano com 40 anos, Fábio Fernandes acabou se envolvendo mais com o interior do Estado de São Paulo quando os pais se mudaram para Ribeirão Preto, onde viveu boa parte da sua adolescência até a faculdade. Formado em administração de empresas, hoje ele comanda o Lide Ribeirão Preto, grupo que tem a missão de fomentar ações com empresários bem-sucedidos. Na entrevista a seguir, ele faz um balanço dessa atuação e também fala do setor econômico.

Giro: Qual o balanço que você faz da trajetória do Lide em Ribeirão Preto?

Fábio Fernandes: O Lide Ribeirão Preto foi lançado em dezembro de 2012. De lá pra cá, já fizemos mais de 40 eventos e trouxemos grandes nomes para a cidade, pessoas impactantes do Brasil. A energia do Lide foi essencial para recebermos o prêmio de melhor unidade do Lide do Brasil. Isso é muito gratificante e colocamos Ribeirão Preto em evidência.

São quantos associados atualmente? Tem meta de ampliar?

Hoje, o Lide Ribeirão Preto conta com 60 empresas filiadas. Nós temos metas de chegar a 100 empresas até 2018. Mas é um processo não por quantidade, e sim por qualidade das empresas e dos líderes.

O que mais deu certo no Lide?

O equilíbrio entre todos os requisitos – sempre importante em uma atividade como a nossa. Desde uma agenda frequente, relevante e impactante, até a qualidade dos eventos, em termos de sofisticação e inovação. Nós tivemos, por exemplo, desde mentoria até um talk – evento informal do Lide Futuro Ribeirão Preto. Tivemos almoço-debate, jantar-debate, eventos sociais e uma infinidade de modelos, como encontros esportivos. É uma gama de opções para os filiados. Tudo isso, somado ao número e a qualidade de filiados, o impacto na receptividade da imprensa, operação interna com resultados financeiros e o legado de deixar na região a otimização das empresas.

Com esse cenário de crise, o Lide sempre traz cases de sucesso em palestras. Isso ajuda a superar o momento? O Lide também sentiu essa crise?

Usando uma frase do ex-ministro Luiz Fernando Furlan, que é o atual presidente do Lide: “Na crise, nós devemos atuar abrindo novas frentes. Como? Pegar nossos produtos tradicionais e oferecer para mercados novos. E pegar novos produtos para clientes tradicionais”. Como fazemos isso? Para ter ideia de novos mercados, nada como conversar com os melhores. Temos de ousar e oferecer nossos produtos para novos mercados. E também, por outro lado, oferecer novos produtos para os clientes tradicionais e não ficar só no seu setor – se você é da saúde deve ouvir sobre educação, esportes e logísticas. O Lide cresce quando o mercado está bem naturalmente. Na crise, ele cresce porque as pessoas precisam ir atrás de novos mercados e entender outras situações que as pessoas compartilham. Então, o Lide cresce na crise, mas a época em que mais cresce é na retomada de crise. Porque, além de visualizar o mercado, o empresário tem um astral de querer ir “pra cima”.

Você é presidente de uma instituição que tem associados com faturamento acima de R$ 200 milhões/ano. Qual a dica para o empresário que quer expandir e se fortalecer no mercado?

Porque tem esse o balizador de faturamento? O balizador de R$ 200 milhões por ano é em São Paulo, e está aumentando até para 300 milhões. Para reunir as empresas que têm maior impacto na sociedade, integramos empresas que têm um faturamento menor no Interior, de 50 milhões. E, abaixo desse valor, ainda podemos reunir, mas é cada vez mais difícil de justificarmos ao nosso comitê. Queremos fazer um trabalho com um líder de mercado. Não importa o faturamento, ele é um líder e não tem ninguém maior que ele. Então tem critérios para a escolha dos filiados, principalmente empresas de grande impacto, para causarmos o nosso impacto. Como dica, acho que desde que o mundo é mundo, para ser grande devemos andar entre os grandes.

Vêm novidades por aí?

Sempre temos novidades. Nós vivemos de trazer inovação, tanto em formatos de eventos como de conteúdo. A novidade sempre é assunto dos melhores e maiores, com vanguarda e tecnologia de ponta. Faz parte do DNA do Lide. Nosso próximo evento é com o ex-ministro Roberto Rodrigues. Na ocasião, ele irá falar sobre o agronegócio globalizado. É uma das mentes mais brilhantes que eu já conheci. Uma pessoa extremamente influente, com visão global. Será dentro da Fenasucro & Agrocana, em Sertãozinho, uma parceria que vai para o segundo ano.

Recentemente, o Lide criou grupos – mulheres e jovens. Deu certo?

O Lide Mulher está em formação. O Lide Futuro não só deu certo e é uma das principais do Brasil. Já reunimos 80 jovens da nossa região, com idades de 20 a 40 anos, empreendedores, sucessores, pessoas engajadas. É impressionante. É uma energia que cada um dos leitores tem que sentir um dia, porque a vontade dos jovens, tanto de criar, buscar novas ideias ou fazer a sucessão tem dado certo. O grupo vai crescer muito – escreve o que eu estou falando. 


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