'Minha Mãe é uma Peça 2' bate recorde de bilheteria nacional

Cinéfilos avaliam a receita de sucesso

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Divulgação / Globo Filmes
O ator Paulo Gustavo vive Dona Ermínia no filme 'Minha Mãe é uma Peça 2' (foto: Divulgação / Globo Filmes)

 

Se você ainda não assistiu, com certeza conhece alguém que foi ao cinema para uma sessão de “Minha Mãe é uma Peça 2”, comédia brasileira em cartaz desde dezembro do ano passado e que acaba de bater o recorde de maior bilheteria nacional da história, com R$ 117.295.416 de ingressos vendidos, segundo a empresa de conteúdo FilmeB.

Não é pouca coisa para um ano em que o cinema brasileiro bateu outro recorde, o de lançamentos, com 143 filmes entrando em cartaz, de acordo com a Agência Nacional do Cinema (Ancine). Ou seja, a concorrência foi grande.

E qual a receita do sucesso de “Minha Mãe...”? Na opinião do diretor de cinema Alexandre Carlomagno, é o fato de ser um filme de fácil digestão. “É o tipo de filme que não requer esforço algum. Não desafia o espectador”, avalia. “Este tipo de comédia é o que podemos chamar de televisão no cinema. Muitos de seus atores já têm público cativo na TV”, completa o cinéfilo Aurélio Cardoso.

Mas, afinal, isso é bom ou ruim para o cinema nacional? “Não sou contra esse tipo de comédia chanchada televisiva. É melhor ver um Paulo Gustavo fazendo Dona Erminia do que ver Adam Sandler naquelas comédias bobocas americanas”, responde Cardoso. 


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