Projeto literário da USP de Ribeirão Preto lança novos autores há 23 anos

O volume mais recente, o 23, foi construído de maneira coletiva

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    • GIOVANNA ROMERO / Colaboração para A Cidade
Renato Lopes / Especial
Para o organizadorLelo Guazzelli, projeto é oportunidade de mostrar trabalho ao público (foto: Renato Lopes / Especial)

Para estimular a produção literária de alunos, professores e funcionários da USP (Universidade de São Paulo) em Ribeirão Preto, o projeto “Poeta de Gaveta” aposta, desde 1994, na publicação de novos autores.

Naquele mesmo ano foi lançado o primeiro livro sob organização de Lelo Guazzelli. Logo depois o programa repercutiu interior afora – chegando a Bauru, Lorena, Piracicaba, Pirassununga, Santos e São Carlos. E lá se vão 23 volumes lançados, o mais recente, neste mês.

“O projeto só acontece pelo envolvimento da comunidade uspiana. São pessoas da mesma universidade, porém, em áreas distintas, cidades, histórias, pensamentos e experiências diferentes. É uma riqueza de diversidade”, explica o organizador.

Escolha

Os trabalhos de poesia e prosa são escolhidos para publicação por um júri composto por pessoas externas à universidade ou professores da área literária. O poeta Valnei Andrade colabora desde o início nas edições impressas, sendo também jurado para as seleções de textos.

“Ao longo dos anos, o ‘Poeta de Gaveta’ foi se refinando. Sou um entusiasta de um projeto como este. Mesmo com o avanço das plataformas digitais para a publicação e leitura de livros, acho encantador esta particularidade do objeto ‘livro’, feito de papel, tinta e cola”, diz Valnei. 

Canal de divulgação da produção literária

“O Poeta de Gaveta remete a um período que eu sempre escrevia algumas coisas e guardava. Um dia abri uma gaveta e assustei com a quantidade de poemas que estava nela. Na criação do programa imaginei que muitas pessoas deveriam ter sua produção literária nas gavetas, por não ter onde publicar”, conta o organizador Lelo Guazzelli. O volume mais recente, o 23, foi construído de maneira coletiva e, assim como as outras edições, abre portas aos novos amantes desta arte. “Só o fato das pessoas se organizarem para encaminhar seus trabalhos faz com que o participante dê mais valor à sua produção artística”, diz Lelo


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