Diretor ribeirão-pretano lança filme na Netflix nesta sexta-feira (21)

Fernando Coimbra espera deixar marca mostrando não apenas mais um filme de guerra, mas sim um filme humanista da guerra

    • ACidadeON/Ribeirao
    • Isabella Grocelli

 

Um prato de comida compartilhado entre duas pessoas. Algo tão simples que encontramos três vezes por dia em nossa frente não deveria significar tanto. Mas em Castelo de Areia (Sand Castle, originalmente), filme dirigido pelo ribeirão-pretano Fernando Coimbra, elementos rotineiros como este carregam uma pesada – e ao mesmo tempo, leve - mensagem.

"Espero que a marca que o Sand Castle deixe é este olhar humanista, de ver os dois lados de algo, nesse caso dos soldados americanos e iraquianos. Entender as diferenças de forma mais humana e democrática", afirma o diretor do longa-metragem que será lançado mundialmente nesta sexta-feira (21) na plataforma de streaming Netflix.

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Primeiro filme em inglês do diretor, Castelo conta a história poderosa e particular do roteirista Chris Roessner, inspirado em suas experiências no Iraque. A produção estrela Nicholas Hoult (Mad Max: Estrada da Fúria), Henry Cavill (O Homem de Aço), e Logan Marshall-Green (Homem-Aranha: De Volta ao Lar). Uma representação honesta da Segunda Guerra do Golfo, a história do roteirista foi o que atraiu Fernando ao longa. “Fiquei impressionado. Não esperava fazer um filme de guerra, mas quando li o roteiro, vi que tinha algo muito forte”.

Divulgação / Netflix
Nicholas Hoult e Henry Cavill atuam em longa-metragem de Fernando Coimbra (Foto: Divulgação / Netflix)

 

Após o sucesso de “O Lobo Atrás da Porta”, que o levou até o festival de Toronto, começaram as abordagens para filmar nos Estados Unidos. “O filme causou uma ótima impressão, confesso que não esperava ter uma reação tão boa, então vieram produtores, managers (empresários ou agentes responsáveis pela vida profissional de atores, diretores, roteiristas e outros) conversar comigo”.

Mas no meio de tantos roteiros, Chris e sua história se sobressaiu. “Ele não tinha uma expectativa de ir para a guerra. Ele entrou em julho de 2001 para pagar a faculdade de cinema e em setembro tudo mudou”.

Não apenas sua localização, como as pessoas com as quais convivia, as roupas que Chris usava e até mesmo o que ele encontrava em seu prato de comida.

Bruno Poletti/Folhapress
Fernando Coimbra lança filme na Netflix nesta sexta-feira (21) (Foto: Bruno Poletti/Folhapress)

 

Persistência e insistência


Apesar de ser prova de que os brasileiros podem alcançar seus sonhos, não se engane: Fernando Coimbra perdeu inúmeras batalhas para vencer a sua guerra pessoal.

“Ganhei muito, pois insisti muito e em muitas coisas. Cada coisa que eu ganhava, eu perdia muito mais. Todo novo projeto, novo filme, tudo é sempre uma batalha”, comenta o diretor.

E se você pensava que o Brasil era um lugar impossível de se conseguir produzir projetos cinematográficos, acredite: cada país oferece suas dificuldades e facilidades às pessoas.

“Aqui temos vários programas de incentivo, editais. Nos EUA, por exemplo, não tem financiamento público. Tenho sorte de ter feito um filme no Brasil”, conclui.


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