Membro da família imperial brasileira, Luiz Philippe de Orleans e Bragança lança livro em Ribeirão

Fundador do movimento 'Acorda Brasil', ele é crítico feroz do governo e da economia brasileira

    • ACidadeON/Ribeirao
    • Silvia Pereira
Reprodução / Facebook
Luiz Philippe de Orleans e Bragança lança livro em Ribeirão Preto (foto: Reprodução / Facebook)

 

Ele é sobrinho de Luís Gastão de Orleans e Bragança, que seria hoje o imperador se o Brasil ainda fosse uma monarquia. Mas Luiz Philippe de Orleans e Bragança fala apenas como empresário e cientista político – até porque não está na linha de sucessão - em seu livro “Porque o Brasil é um país atrasado”, que lança nesta sexta-feira (6), em noite de autógrafos na Livraria Cultura do Shopping Iguatemi Ribeirão, que começa às 19h.

Um dos fundadores do movimento “Acorda Brasil” - que trabalhou pelo impeachment da ex-presidente Dilma Roussef -, Luiz Philippe é um crítico feroz do atual estado de coisas no governo e na economia brasileiros, não só em seu livro como em seu site (lpbraganca.com.br), que reúne artigos de análise política.

Defensor da volta da monarquia por plebiscito, ele acredita que todos os problemas brasileiros estão ligados a um oligarquismo (governo em que o poder está nas mãos de um grupo minoritário) econômico e político que controla tudo e todos no país desde sempre. Ele explica como e porque no novo livro, sobre o qual falou com exclusividade ao ACidade ON.

Confira a seguir:

ACidade ON - O que o motivou a escrever livro sobre este tema?
Luiz Philippe de Orleans e Bragança - No final de 2014 percebi que as mobilizações eram mais para combater pessoas e partidos que pelas reais causas da nossa falha de sistema. Desenvolvi um diagnóstico bem completo de nosso sistema político e econômico e comecei a divulgar entre os grupos de ativistas. Os slides das apresentações que eu fazia não preenchiam a sede por informações e “porquês” que os ativistas ansiavam. Escrever o livro foi a solução, pois contém muitos desses aprendizados e aponta que precisamos de um novo modelo de Estado, de uma nova constituição para poder efetivamente estabilizar nosso sistema. O título que dá o tema do livro é uma questão antiga que a sociedade brasileira sempre respondeu de maneira rasa, cheia de tabus e pré-conceitos e portanto de maneira não científica. Espero que seja o começo de um amplo debate sobre nosso país.

A que tipo de leitor a obra se destina (o cidadão comum, o político, o economista...)?
Essa obra se destina a todos interessados em aprender mais sobre política. Diria que é o primeiro passo para quem se interessa pelo tema. A linguagem e didática vai poder ajudar desde universitários e ativistas políticos até aqueles que seguem a carreira política. Espero criar uma linguagem base para se ter cobrança da sociedade e entrega por parte dos políticos.

Pode citar, resumidamente, três aspectos que seu livro aponta como contribuintes para o atraso brasileiro?
Cito 4. 1 - Muito poder na mão do presidente da república, 2 - muita concentração de decisões políticas e econômicas nas mãos do poder da União (Brasília), 3 - pouca soberania popular impondo limites aos poderes públicos e 4 - alta interferência dos poderes públicos na economia e nas demais atividades da sociedade. Todos esses fatores são diretamente ligados ao "oligarquismo" do qual sofremos. O termo oligarquismo que criei no livro se define como oligarquias políticas e econômicas controlando tudo e todos no Brasil.

O senhor tem parentesco direto com a família real, por isso é inevitável a pergunta: é a favor da volta da monarquia?
Não estou na linha de sucessão, mas afirmo que a monarquia parlamentarista, nos moldes que existe nos países desenvolvidos, é um sistema eficaz em entregar a estabilidade política. Defendo a volta da monarquia por plebiscito, mas antes que isso se materialize defendo a estabilização do Brasil adotando as estruturas de estado capazes de estabilizar nosso sistema.

- O que o Movimento Liberal Acorda Brasil, que o senhor ajudou a fundar, defende?
Defende a criação de limites para os poderes públicos e a não interferência de Estado na economia. Com isso o cidadão resgata suas liberdades que hoje são reguladas pela burocracia e protege a poupança das famílias brasileiras que hoje são taxadas ao máximo sem qualquer entrega de serviço comensurável. Toda a riqueza e poder hoje estão no Estado. Temos que transferir isso de volta para a sociedade.

Divulgação
 


0 Comentário(s)

Seja o primeiro a comentar.