Conheça a Veneza brasileira

A pequena cidade do interior de Santa Catarina encanta pelas raízes italianas na arquitetura, gastronomia e nas tradições

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    • Valeska Mateus
Makito / Divulgação Sol
Gôndola ancorada no lago da Praça Humberto Bortoluzzi (foto: Makito / Divulgação Sol)

 

No Sul de Santa Catarina, Nova Veneza encanta pelo charme de cidade do interior e pela forte presença da cultura italiana, seja na arquitetura, nas tradições, na gastronomia e nos dialetos ainda falados por alguns moradores.

“Fiquei encantada com Nova Veneza. Pequena e extremamente aconchegante, organizada e com o astral de uma cidade europeia, tem construções como o Pórtico de pedra e a arquitetura revelando a identidade italiana”, comenta a arquiteta Ana Carolina Ribeiro Bellissimo.

A 17 km de Criciúma e com pouco mais de 13 mil habitantes, Nova Veneza é pacata e segura o bastante para permitir passeios a pé pelo Centro. “Passeando pelas ruas notamos logo que os moradores e a cidade são muito tranquilos e as pessoas muito solícitas e acolhedoras”, diz a arquiteta.

Para desvendar esse pedaço da Itália no Brasil, a dica é começar pela Praça Humberto Bortoluzzi. Nela há um monumento em homenagem aos colonizadores e a Roda D’água, que guarda placas com os sobrenomes das famílias que fundaram a então colônia. “Em frente à Praça está a gôndola original de Veneza e uma das duas fora de lá, uma herança dos imigrantes italianos. Fica em um pequeno lago na linda praça principal, onde também se concentra a maior parte dos restaurantes e onde ocorre o festival gastronômico em julho”, detalha Carol.

Outro ponto turístico é o Museu do Imigrante Cônego Miguel Giacca, antiga sede da Prefeitura, que abriga em seu acervo mobiliário, ferramentas e utensílios de colonizadores pioneiros na região, que chegaram por volta de 1870.

Na arquitetura, são as edificações centenárias que encantam os visitantes, como o casario todo restaurado na rua Nicolau Pederneira e as Casas de Pedra da Família Bratti, que foram construídas no período de fundação da colônia e fazem parte do Patrimônio Histórico do Estado.

A religiosidade também é marcante na cidade, principalmente no mês de maio, quando o Santuário de Nossa Senhora do Caravaggio recebe milhares de devotos. Vale a pena visitar ainda a Matriz São Marcos e a Igreja de São João Batista, responsável pela fogueira mais emblemática do Sul do Estado. 

De comida típica italiana a contemporânea

Quem visita a cidade, considerada a capital catarinense da gastronomia italiana, não pode deixar de degustar a galinha caipira ensopada, especialidade culinária de Nova Veneza. Outras receitas de influência italiana que podem ser saboreadas em restaurantes e cafés coloniais são o macarrão rústico, a polenta, o fortaia (prato à base de ovos e queijo) e pães artesanais, sempre acompanhados de um bom vinho. Além dos pratos típicos, há casas de gastronomia contemporânea, como a Divina Armida, que a arquiteta diz ser imperdível. É um restaurante centenário que já está nas mãos da quarta geração da família. A casa pertencia à bisavó do atual proprietário, dona Armida. “Fiquei impressionada com o restaurante, a comida deliciosa, que poderia estar em qualquer lugar do mundo, e com os detalhes contados desde a entrada na casa”, descreve Carol. 

Durante a Festa da Gastronomia Italiana, na segunda quinzena de julho, além da culinária, grupos folclóricos e shows animam o “Carnevale di Venezia”. “As pessoas investem em fantasias e máscaras venezianas”, diz.

Gôndola Veneziana

A gôndola foi trazida da cidade italiana e está ancorada no lago da Praça Humberto Bortoluzzi. É um dos quatro exemplares fora da Itália. Nela se pode tirar fotos e posar com o gondoleiro, vestido sempre a caráter. Mas não é possível fazer um passeio, como em Veneza. 

Makito / Divulgação Sol
As Casas de Pedra da Família Bratti, que foram construídas no período da fundação da colônia (foto: Makito / Divulgação Sol)

 


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