Aguarde...

ACidadeON Ribeirão Preto

Ribeirão Preto
mín. 20ºC máx. 36ºC

onlist

'Regras de ouro' para viver em condomínio

Além de bom senso, é necessário conhecer bem as regras do local para evitar conflito entre os moradores

| ACidade ON

F.L.Piton / A Cidade
A família de Carlos Reis convive bem com os vizinhos do condomínio onde mora, no Ipiranga: regras internas são seguidas à risca (Foto: F.L.Piton / A Cidade)

 

Duas regras de ouro são essenciais para garantir a boa convivência entre vizinhos em condomínios.

Segundo especialistas, o bom senso sozinho não é suficiente para evitar o surgimento de conflitos – é preciso ter conhecimento das normas que disciplinam o funcionamento do prédio.

LEIA TAMBÉM

Síndico premia condôminos para reduzir inadimplência

Confira 8 dicas para manter a saúde financeira do condomínio

O advogado especialista em direito condominial e imobiliário Luciano Pinhata destaca que o manual da boa convivência em condomínios começa no conhecimento das normas do prédio onde se vai morar antes mesmo da mudança.

“O morador deve conhecer o regulamento para saber se ele se encaixa no seu perfil – número e porte de animais permitidos, horário do salão de festas, veículos adicionais, por exemplo. Ao comprar um apartamento, as regras de convivência são compradas junto”, acrescenta Pinhata.

Outra dica é se colocar no lugar do vizinho. “Você gostaria, por exemplo, de ouvir um liquidificador ligado para bater uma vitamina às 5h?”

Diretor da administradora de condomínios Arcon, Robinson Cardoso acrescenta que cada morador deve conhecer as regras do prédio. Com mais informação, é possível saber exatamente quando acaba o próprio direito e começa o do vizinho. “Cada um deve saber o que pode e o que não pode.”

Síndicos e especialistas entrevistados pelo A Cidade são unânimes em apontar o barulho como o principal motivo da discórdia entre moradores. Uma das vítimas desse problema é a assistente comercial Vanessa de Oliveira André, 27 anos.

Em paz

Mas há também quem siga as regras da moradia e respeite o próximo. É o caso dos vizinhos Sonia Belotti, 60, e Carlos Reis, 50, moradores de um condomínio no Ipiranga, zona Norte, há três anos.

Ambos leram o regulamento interno e seguem à risca as regras de boa convivência. Aliás, todo morador que chega ao condomínio recebe do síndico o conjunto de regras por escrito.

“Nada de fazer faxina nem lavar roupas à noite, aqui nunca tive problema com barulho. Se existem regras, devem ser respeitadas. Meu neto brinca até as 21h30, no máximo. Aqui é como se todos fossem uma família e precisamos nos dar bem”, diz Sonia.

“Não temos atrito com ninguém, amizade é o que mais tem aqui. Se há regras e os horários, tudo tem de ser respeitado. Já vi mulher tirar o sapato de salto de madrugada ao chegar para não fazer barulho”, diz Carlos Reis.

“É uma bênção morar aqui”, conclui Solange Reis, 50, mulher de Carlos.

Mastrangelo Reino / A Cidade
Helton do Nascimento diz que o barulho e o latido dos cães estão entre as principais reclamações dos moradores do maior condomínio de Ribeirão (Foto: Mastrangelo Reino / A Cidade)

 

No Jardim das Pedras, barulho é vilão

O presidente da Associação dos Moradores do Jardim das Pedras, Helton do Nascimento, diz que o barulho é hoje o principal motivado das reclamações e representa 30% das queixas feitas por condôminos.

“Som alto, festas e cães que incomodam por conta do latido estão entre as principais reclamações”, lista. O condomínio abriga hoje cerca de 6 mil moradores em 1.248 apartamentos.

Nascimento cita outros casos de desrespeito, como vizinhos que pegam o carrinho de supermercado para subir as compras e não devolvem.

As queixas incluem também problemas com a administração, como quebra de elevadores e questionamento do valor do consumo de água.

Segundo Helton, somente casos que envolvem inadimplência vão para a Justiça. “Os outros acabam sendo resolvidos no âmbito administrativo, não é preciso recorrer ao Judiciário”, conclui.

Dicas para manter a boa convivência

Dentro de casa

- Respeite os horários de silêncio estabelecidos pelo condomínio. Música alta, furadeira, máquina de lavar e ensaios com a banda só entre 10h e 22h

- Evite andar de salto alto dentro de casa, a não ser que ela seja toda acarpetada. Só assim o som será abafado no andar de baixo

- Quando o animal de estimação do vizinho estiver fazendo muito barulho, primeiramente, converse com o dono. Muitas vezes, o proprietário do cão ou gato passa o dia inteiro fora de casa e nem sabe que o animalzinho está causando transtorno

- Quando fizer festa em casa, não é necessário convidar os vizinhos, mas é preciso respeitar o horário de silêncio a partir das 22h

- Evite falar ou brigar em volume alto. Os vizinhos não precisam saber os detalhes da vida íntima

- Caso o vizinho esteja brigando e se excedendo em casa, interfone para a portaria e peça para que o síndico ou o zelador converse com ele

- Na hora de empurrar móveis e fazer outros barulhos que podem incomodar o vizinho de baixo ou de cima, tenha bom senso: faça isso em horários razoáveis para evitar acordar o seu vizinho

Nas áreas comuns

- Circular sem camisa, em roupas de banho ou em pijamas pelo prédio é deselegante e pode causar desconforto entre os vizinhos

- O porteiro é um funcionário do condomínio e não particular. Não peça para ele abandonar o posto para fazer alguma entrega: além de errado, pode colocar em risco a segurança do prédio

- Carrinhos de supermercados são de uso comum e, por isso, devem ser devolvidos no local correto para que todos possam encontrá-lo e utilizá-lo também

- Suba com o carrinho de supermercados e com sacolas de compras pelo elevador de serviço. Assim, você evita desconforto no caso de visitantes que queiram utilizar o elevador social

- Cachorros devem sempre circular por áreas comuns, inclusive o elevador, com coleira, focinheira e no colo do dono. Caso o cão tenha porte grande, espere o elevador ficar vazio para descer com o seu pet

- No elevador, é terminantemente proibido fumar. Além disso, com a lei antifumo também fica proibido fumar em algumas áreas comuns do prédio que tenham toldos, por exemplo

- Elevador não é brinquedo: é preciso ensinar as crianças a não apertarem diversos botões, pois podem danificar o equipamento. Isso prejudica o dia a dia das pessoas e pode até causar acidentes

Fonte: A Cidade e Arcon Administração Condominial

F.L.Piton / A Cidade
Nem os cães atrapalham a boa convivência dos moradores em condomínio do Ipiranga; "Não temos atrito com ninguém. Amizade é o que mais tem aqui" (Foto: F.L.Piton / A Cidade)

Comentários

"O site não se responsabiliza pela opinião dos autores. Os comentários são de responsabilidade de seus autores e não representam a opinião do ACidade ON. Serão vetados os comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros. ACidade ON poderá retirar, sem prévia notificação, comentários postados que não respeitem os critérios deste aviso."

Cadastrados

Nome (obrigatório)
Email (obrigatório)
Comentário (obrigatório)
2 comentários
  • Caio Miranda Ferreira
    17/11/2017 17:29:07
    Olá, tudo bem? Sou Caio Ferreira, assessor de empreendimentos da Enigma Services. Nós prestamos diversos serviços terceirizados, realizamos uma avaliação prévia sem custos de acordo com a necessidade do cliente. Com esse levantamento técnico identificamos a sua realidade operacional e financeira. Caso deem a oportunidade, seremos gratos em participar de futuras cotações. Para melhores informações, entre em contato e conheça a nossa empresa, que hoje se tornou uma das maiores referências em soluções do Brasil. Acesse: http://www.enigmaservicos.com
  • zZDertisXzY
    09/11/2016 16:24:53
    obrigado por ajd

Veja também