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Vídeo mostra assassinato do PCC em 'tribunal do crime'

Material foi apreendido durante as investigações do Gaeco de Ribeirão Preto que culminou na prisão de 7 pessoas suspeitas

| ACidadeON/Ribeirao

Divulgação / Pixabay
Vítima foi abordada quando chegava a sua casa

 

O Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) de Ribeirão Preto apreendeu um vídeo em que três integrantes do PCC (Primeiro Comando da Capital) executam, de maneira bárbara, um possível integrante de facção rival a golpes de podão (facão para lavoura) no chamado “tribunal do crime”.

As imagens foram obtidas pelo grupo do Ministério Público durante as investigações que culminaram na Operação Antígona, que prendeu sete integrantes da maior e mais perigosa facção criminosa em atuação dentro e fora dos presídios brasileiros.

Os presos são suspeitos de participar da morte de várias pessoas nos chamados “tribunais do crime”, os julgamentos promovidos pelos líderes da facção para acertar contas com aqueles que contrariam as regras impostas pela organização criminosa. Até as 23h de quinta-feira (18), sete pessoas foram presas.

As investigações tiveram início no primeiro semestre e apuraram que várias pessoas morreram de forma indiscriminada a partir de junho deste ano.

“As vítimas de homicídio teriam sido executadas com requintes de crueldade e seus corpos ocultados para evitar que os crimes fossem descobertos”, declarou o Gaeco, por meio de nota.

O Gaeco apreendeu manuscritos e documentos da facção criminosa, inclusive anotações sobre “tribunais do crime”, além de roupas e armas suspeitas de terem sido utilizadas em execuções. Em poder de dois investigados foram encontradas porções de maconha e de cocaína. Também foram apreendidos diversos aparelhos de telefone celular.

O Gaeco tem dez dias para ouvir pessoas e analisar o material apreendido. Os investigados podem responder por crimes de organização criminosa (três a oito anos de prisão), sequestro e cárcere privado (um a três anos de prisão), homicídio qualificado (12 a 30 anos de prisão) e ocultação de cadáver (um a três anos de prisão).

O nome da operação se deve ao combate ao método empregado pela facção para ocultação dos cadáveres, impedindo que as famílias das vítimas tenham conhecimento de seu destino. Antígona é uma personagem mitológica que contrariou decisão do rei e, por isso, foi enterrada vida.

“O Gaeco conta com o apoio da população para que seja noticiado o desaparecimento de pessoas que possam ter sido executadas pela facção criminosa a partir de junho deste ano, bem como quaisquer informações destes crimes, o que pode ser feito com garantia de anonimato por meio do site. 

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