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Pagamento coloca em dúvida viagem para ouvir Layr Luchesi

CPI já tem autorização da Justiça e da administração da penitenciária para ouvir o ex-secretário de Esportes

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CPI do Parque: Vereadores aguardam autorização da Mesa Diretora para irem até Penitenciária de Tremembé (foto: Thaisa Coroado / divulgação Câmara Municipal de Ribeirão Preto - 19.abr.2018)
 

A CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) que apura irregularidades no Parque Permanente de Exposições na gestão da ex-prefeita Dárcy Vera (sem partido), aguarda um posicionamento da Mesa Diretora para ver se a Câmara vai arcar com os gastos da ida até a Penitenciária de Tremembé.  

A CPI já tem autorização da Justiça e da administração da penitenciária para ouvir o ex-secretário de Esportes, Layr Luchesi Jr., que está preso em Tremembé desde maio de 2016. A oitiva está marcada para sexta-feira (29).  

Tremembé fica a 420 quilômetros de Ribeirão Preto e o gasto da viagem pode variar devido ao tipo e ao número de carros. A previsão é que o custo para ouvir Luchesi fique em cerca de R$ 1 mil.  

"É preciso definir essa questão da verba para a viagem. A Câmara tinha me informado que o recurso sairia da minha verba de gabinete, mas não acho isso justo", disse Orlando Pesoti (PDT), presidente da CPI. "Já tenho as programações de viagens do meu gabinete. Mas nesse caso da CPI trata-se de uma investigação da Câmara", acrescentou Orlando.  

Segundo o presidente Igor Oliveira (MDB), o departamento jurídico da Câmara está avaliando o caso. "Entendo que a melhor saída é utilizar recurso da Casa, até porque servidores vão acompanhar a CPI. Mas precisamos ter certeza que não teremos problema com o Tribunal de Contas. Vamos encontrar uma forma dentro da legalidade de fazer isso", disse o presidente Igor. 

CPI do anexo fez vaquinha  

No ano passado, a CPI que investigou a obra do prédio anexo da Câmara também foi a Penitenciária de Tremembé, mas a oitiva foi com o ex-vereador Walter Gomes (PTB). Segundo o vereador Otoniel Lima (PRB), que presidiu a CPI, foi feita uma vaquinha para bancar a viagem.  

"Lembro que na época eu paguei R$ 800", disse Otoniel Lima. O A Cidade apurou que um empresário também emprestou um ônibus para vereadores e funcionários da Câmara realizarem a viagem. 

Suposto caixa dois é o motivo da oitiva da CPI  

O motivo da ida da CPI até Tremembé para ouvir o ex-secretário Luchesi seria um suposto caixa dois da Secretaria de Esportes para gerenciar o dinheiro do aluguel dos eventos realizados no Parque Permanente. Marcelo Enderlei Nunes, comissionado da Secretaria de Esportes foi quem fez a revelação. O dinheiro dos alugueis ia para um cofre.  

Em muitos casos, Marcelo fazia compras e pagava com o próprio cartão de crédito e depois era reembolsado com o dinheiro do cofre. Através do advogado Fábio Boleta, Luchesi negou a existência de um caixa dois.  

"O diretor administrativo Marcelo organizava em livro caixa as entradas e saídas. As saídas destes recebimentos menores eram para pequenas manutenções. Tudo devidamente comprovado com notas e cupons fiscais", informou a defesa de Luchesi.

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