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Política

Chiavenato fala do prefeito Nogueira e as últimas da gestão Bolsonaro

Julio Chiavenato é jornalista e articulista do ACidade ON Ribeirão

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Julio Chiavenato, jornalista e colunista do ACidade ON (Foto: Matheus Urenha / Arquivo A Cidade)
 
Nogueira no muro

Depois de intrigas e traições que levaram o PSDB a humilhante derrota, os tucanos estão divididos entre os "realistas", que seguem Dória e bajulam Bolsonaro, e os "históricos", que pregam oposição e, por isso, ou através disso, tentam impedir o governador de dominar o par-tido.
Duarte Nogueira "era" Alckmin, depois aderiu a Dória e votou em Bolsonaro, "contra o PT". Flutuou de um lado a outro. Agora, o que valerá? A amizade com Alckmin, de quem foi secretário, ou pensando no "bem de Ribeirão" ficará com Dória?
A guerra entre o alto tucanato (FHC, Serra, Aloysio e outros caciques) e Dória será decidida pela aliança ou troca-troca que coadjuvantes como Nogueira podem fazer.
 

Meia volta, volver

Mais um recuo do capitão. Ele disse que os Estados Unidos teriam uma base militar no Brasil. Agora disse que não. Não explicou porque entregaria um pedaço do país ao Tio Sam nem esclareceu a desistência. Freud explica o vai-e-vem. Os generais da ativa mostram quem manda.
 

Outra do Onyx

O explicador geral da República, Onyx Lorenzoni, emplacou outra denúncia. Segundo o "Zero Hora", de Porto Alegre, para receber R$ 317 mil em verbas de gabinete, entre 2009 e 2018 ele usou oitenta notas da empresa Office RS, de propriedade de um amigo que trabalhou em suas campanhas eleitorais. A Office está inapta na Receita Federal por problemas fiscais. Vinte e nove notas estão em sequência, sugerindo que Onyx seria o único cliente da empresa. Ele defen-deu-se alegando que tudo foi legal.
 

Dedão

Palocci negocia nova delação: dessa vez, comprometendo Lula no projeto de Belo Monte. Seus velhos amigos banqueiros estão tranquilos. Ele é dedão, mas não é bobão: nunca põe o dedo na ferida.
 

Coisas desimportantes

Imaginem se fosse possível, filosoficamente, levar Bolsonaro a sério.
Em termos filosóficos, na questão do relacionamento entre Estado e Igreja, ele está atrasado pelo menos quatrocentos anos. Não chegou a Descartes, não tem notícia da existência de Espinoza e nenhuma ideia de Kant.
Em 1670, no "Tratado teológico-político", Spinoza repudia a influência do clero e defende a hegemonia legal do Estado sobre a Igreja; além de negar a origem divina da Bíblia faz uma crítica profunda do Velho Testamento, que conhecia bem devido à sua educação judaica.
Nesse tempo Spinoza já estava excomungado (1656) pela Sinagoga e expulso da comunidade, "com a aprovação de Deus". Eis parte da sentença: "Maldito seja Spinoza dia e noite; maldito ao deitar-se e ao levantar-se; maldito ao chegar e maldito ao sair. Que jamais Deus o perdoe. Ordenamos que ninguém se relacione com ele (...) ninguém o socorra, ninguém se aproxime dele!"
Bolsonaro cultiva o ódio rabínico. Nunca saberá, como aqueles sacerdotes, que sem Spinoza não haveria Kant. Se alguém lhe explicasse, será que ele entenderia?
 

Ideato

O truque da filosofia é começar por algo tão simples que ninguém ache digno de nota e terminar por algo tão complexo que ninguém entenda. (Bertrand Russell, 1972-1970)

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