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Política

Saúde, Educação, Segurança não resolvem problemas básicos

Confira a coluna de Julio Chiavenato, jornalista, escritor e articulista do portal ACidade ON Ribeirão

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Jornalista e escritor Julio Chiavenato é colunista do portal ACidade ON (Foto: Weber Sian / ACidade ON)
Futuro

Quem "pensava" Ribeirão Preto em 1970, sabe que perdemos o futuro. Nem todos: os que especularam no descalabro da expansão urbana lucraram e lucram com o caos. Os que apostaram na avacalhação política estão no poder: as exceções não apenas confirmam as regras, como se submetem aos seus métodos.
E agora, como projetaremos o futuro? Já não se trata de programar o desenvolvimento econômico e social, autossustentável, mas de corrigir erros que se eternizam, e eternizando-se, aumentam a desordem e favorecem os aproveitadores de todos os tipos.
A cidade, aceitavelmente organizada até 1970, inchou demograficamente e não soube ou foi impotente para conter a indisciplina "desenvolvimentista". Ao lado disso proliferaram os políticos oportunistas e com a degenerescência administrativa (o ápice foi Dárcy Vera) passamos a sofrer as mazelas consequentes: violência, tráfico e corrupção mais ou menos generalizada e tolerada.
Hoje, um cinturão de favelas e bairros carentes de quase tudo "aperta" a zona antiga, que também se deteriora. A Prefeitura não consegue equilibrar as finanças e contenta-se em chegar ao fim do mês pagando salários e necessidades urgentes. Saúde, Educação, Segurança e todas as subdivisões administrativas não resolvem problemas básicos.
Ao mesmo tempo, como em todo o país, o Judiciário faz o serviço que deveria ser da Câmara, porque os vereadores não têm força fiscalizadora. Nem é preciso lembrar o que a Operação Sevandija revelou.
Em vista disso, qual futuro nos espera?
 

Perfumaria

A questão é saber quem responderá a essa pergunta. Alguns diriam que a democracia dá ao povo o direito do voto e da escolha. Outros argumentariam que justamente isso levou ao governo municipal e à Câmara os impostores que nos legaram tal situação. Como a política perdeu a capacidade de analisar criticamente o sistema que a produziu, quem poderia "resolver" o problema?
Como não há resposta satisfatória as "elites" (cultural, política, econômica, midiática) se reúnem para dar a receita. O povo, alienado, de olhos grudados nas redes sociais e esquecido por uma mídia em mutação, pode ser (e é) a massa de manobra para a perfumaria que os poderosos receitam quando o caos ameaça o sistema de poder.
A desgraça é que o perfume fede no fim.
 

O sotaque é o homem

A imprensa escrita deveria encontrar uma forma de registrar as declarações do ministro Velez Rodriguez, da Educação, com o sotaque gringo. Afinal, ele fala como tal. E talequal, como diria o Mário de Andrade. Quanto às suas ideias, é de sarapantar que ainda sobrevivam.
 

O ar da graça

Em ato assinado por Sergio Moro e Bolsonaro, o ministro do Turismo, Marcelo Álvaro, foi demitido. O da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, disse que não foi por corrupção, mas para tomar posse como deputado e voltar depois. Moro deu ar da graça e Onyx não aprendeu que o silêncio é de ouro. O ministro demitido é acusado de formar um esquema de laranjas para distribuir verbas de campanha eleitoral.
 

Segunda mão

Passado: é o futuro, usado. (Millôr Fernandes, 1923-2012)
 

*a opinião do colunista nem sempre é a mesma do portal ACidade ON

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