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Política

Os furtos de fios das bombas do Daerp acontecem sempre do mesmo jeito

Confira a coluna de Julio Chiavenato, jornalista, escritor e articulista do portal ACidade ON Ribeirão

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Jornalista e escritor Julio Chiavenato é colunista do portal ACidade ON (Foto: Weber Sian / ACidade ON)
Ficou normal

A bandidagem perdeu o respeito. Ataca seguidamente os mesmos alvos, com a mesma técnica. Os furtos de fios das bombas do Daerp acontecem sempre do mesmo jeito. Em outra "modalidade", o Jornal da EPTV mostrou um assaltante agindo sem nenhuma preocupação com a câmera que o filmava. Olhava de frente, exibia a arma, pegou o objeto roubado e saiu tranquilo. Os criminosos acreditam que têm o direito de "trabalhar" e não temem repressão. A velha questão ainda sem resposta (nem solução): o que fazer?
 

O bem dos males

Pode parecer "noir", mas Bolsonaro usufruiu os males que vêm para o bem. A facada alavancou sua candidatura. A hospitalização, agravada com a pneumonia, afasta o presidente do contato com os políticos e, em consequência, das reações exóticas que costuma ter. Enquanto isso, o general Mourão dá uns petelecos na galera bolsonarista. Mesmo sabendo que Steve Bannon, o mentor da família presidencial, o considera "não útil e desagradável" e que Eduardo Bolsonaro, o filho 02, dá munição a Olavo de Carvalho para abastecer o fogo amigo.
 

Mujica alerta

Em entrevista à BBC José Mujica, ex-presidente do Uruguai, disse que só uma nova eleição, com supervisão internacional, evitará a guerra civil na Venezuela. Segundo ele, os Estados Unidos "estão dispostos a intervir na Venezuela para viabilizar uma vantagem geopolítica em relação à China. (...) em última instância, se os Estados Unidos não virem outro remédio, eles vão intervir. O tema central para mim é evitar a guerra".
 

Quem pega as sobras

Evitar o conflito e uma permanente tensão política deveria ser a prioridade do Brasil. A violência na Venezuela já perturba nossa fronteira. Pior se o Tio Sam arrastar os brasileiros a uma aventura intervencionista. Não é uma hipótese tão maluca como parece: Bolsonaro é potencialmente belicoso e seu ministro do Exterior um "profeta".
 

Mudou o jogo

Ainda Mujica: "A política norte-americana em relação à Venezuela nos tempos de Obama era apostar que o governo se desgastasse sozinho. Mas a política atual mudou. Decidiram frear o desenvolvimento da China. E isso tem que ser visto pelo contexto geopolítico. Por isso, foram tomadas medidas econômicas em relação à China".
 

Dois patetas

Mujica alerta que "o grande império não vai aceitar de braços cruzados que o petróleo venezuelano seja administrado pela China, estamos diante de uma possibilidade de guerra". Além disso, há a desorganização social na Venezuela, com fome, inflação, falência das instituições e dois governos mais ou menos artificiais: Guaidó se autoimpôs e Maduro perdeu a legitimidade.
 

Esquerda burra

Segundo Mujica um dos problemas é a incapacidade de entender a história: "Há uma velha confusão entre socializar e estatizar que desemboca na burocracia, uma doença humana que fez até Roma padecer. E existe uma parcela da esquerda latino-americana e mundial que não aprende as lições da história".
 

Lição de casa

A história ensina que a história não ensina nada. (Friedrich Hegel, 1770-1831)

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