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MPF denúncia suposto hacker preso em Ribeirão Preto

Denúncia foi apresentada pelo MPF nesta terça-feira (21); Walter Delgatti Neto foi preso em Ribeirão Preto em julho, acusado de invadir celulares de autoridades

| ACidadeON/Ribeirao

Walter Delgatti Neto foi preso em Ribeirão Preto, em julho (Foto: reprodução/redes sociais)
 
O MPF (Ministério Público Federal) apresentou denúncia contra o grupo acusado de ter hackeado os telefones celulares de autoridades, entre elas do ministro da Justiça, Sérgio Moro. Entre os integrantes do grupo, estão Walter Delgatti Neto, preso em Ribeirão Preto, e Luiz Molição, detido em Sertãozinho.  

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Além deles, o MPF também denunciou o jornalista norte-americano Glenn Greenwald, vencedor do Prêmio Pulitzer, um dos mais tradicionais do mundo. Segundo a denúncia, Glenn teria auxiliado os supostos hackers durante as invasões dos celulares.  

A procuradoria também denuncia Gustavo Henrique Elias Santos, Thiago Eliezer Martins Santos, Danilo Cristiano Marques e Suelen Priscila de Oliveira.  

A denúncia
 
Os crimes apontados pelo MPF são organização criminosa, lavagem de dinheiro e interceptação telefônica ilegal. Para a procuradoria, o grupo teria constituído uma organização criminosa com a finalidade de praticar crimes cibernéticos e diz que o grupo também se envolveu com fraudes bancárias e lavagem de dinheiro.  

Segundo a procuradoria, Walter Delgatti Netto seria o mentor do esquema. Ele foi preso em um apartamento, onde vivia em Ribeirão Preto, no último mês de julho.  

Além disso, aponta que o estudante Luiz Molição, preso em setembro e que era colega de turma de Walter Delgatti, teria sido a pessoa que invadiu os aparelhos das autoridades e teria intermediado o contato com o jornalista Glenn Greenwald.  

Greenwald, embora tenha sido denunciado, não foi investigado pela Polícia Federal.  Já Molição, firmou um acordo de delação premiada com a Polícia Federal e foi solto em dezembro de 2019. 
 
Outro lado
 
A reportagem procurou os advogados dos investigados citados na denúncia:  

O advogado Guilherme Rodrigues da Silva, que defende Luiz Molição, afirma que a defesa não se manifestará, pois ainda está analisando o teor da denúncia apresentada pelo MPF.  

O jornalista Glenn Grennwald se manifestou pelo Intercep Brasil, site do qual Glenn é o editor, disse que o jornalista não foi investigado pela PF (Polícia Federal), tanto que não havia sido indiciado, pois não existiam "os mínimos indícios de cometimento de crimes".  

Já o advogado Ariovaldo Moreira, que defende Walter Delgatti Neto, Gustavo Elias e Suelen Oliveira, disse, por meio de nota, que a denúncia apresentada pelo MPF conta com vícios processuais.  

"A denúncia apresentada [...] tão somente confirma que as acusações que recaem sobre os meus clientes são de cunho político, desprovido de qualquer embasamento técnico, exatamente por isso a acusação está fadada ao fracasso", declarou.  

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