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MPF aponta que hackers acessaram documentos da Sevandija

Nesta terça-feira (21), o Ministério Público Federal apresentou denúncia contra suspeitos de terem hackeado autoridades; duas pessoas foram presas na região de Ribeirão Preto

| ACidadeON/Ribeirao

Defesa de Walter Delgatti Netto afirma que cliente sofre perseguição política (Foto: reprodução/redes sociais)
 
A denúncia do MPF (Ministério Público Federal) apresentada contra os supostos hackers que invadiram os aparelhos celulares de autoridades, como o ministro da Justiça, Sergio Moro, afirma que os hackers teriam tido acesso a documentos da investigação do MP-SP (Ministério Público de São Paulo) na Operação Sevandija.  

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O documento aponta que no computador de Walter Delgatti Neto, que foi preso em Ribeirão Preto em julho de 2019, havia pastas com o material levantado pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado).  

Nas pastas encontradas no computador de Walter, estariam documentos referente aos esquemas investigados no Daerp (Departamento de Águas e Esgoto de Ribeirão Preto), na Atmosphera, áudios analisados ao longo das investigações, entre outros.  

Além disso, havia uma pasta que conteria informações sobre a Operação Falange, também deflagrada pelo Gaeco de Ribeirão Preto, que investigou uma quadrilha de tráfico de drogas com atuação em diversos estados do País.  

"Somos vítimas"
 
O promotor Leonardo Romanelli, do Gaeco de Ribeirão Preto, disse em entrevista para a EPTV que os promotores que tiveram os aparelhos invadidos foram vítimas dos hackers. Além disso, ele destacou que os documentos que teriam sido acessados na invasão, já haviam sido apresentados para a Justiça e, por isso, não representaria fatos novos.  

"Primeiro lugar, queremos ressaltar que nós fomos vítimas de invasão indevida de dados, portanto esses dados foram obtidos de maneira criminosa, violando as leis, inclusive, de interceptação e, portanto, eles não poderiam ser validamente utilizados", declarou o promotor.  

Romanelli ainda afirmou que não existe a possibilidade da Operação Sevandija ser prejudicada. "Só prejudicou a nós, foi uma desagradabilíssima surpresa, embora não vá ter efeito prático dentro do nosso processo criminal", completou o promotor.  

Outro lado
 
Já o advogado Ariovaldo Moreira, que defende Walter Delgatti Neto, disse, por meio de nota, que a denúncia apresentada pelo MPF conta com vícios processuais.  

"A denúncia apresentada [...] tão somente confirma que as acusações que recaem sobre os meus clientes são de cunho político, desprovido de qualquer embasamento técnico, exatamente por isso a acusação está fadada ao fracasso", declarou (com EPTV).  

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