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Política

PSL de Ribeirão tem racha às vésperas da corrida eleitoral

Justiça eleitoral permite grupo dissidente realizar nova convenção, até decisão final do juízo

| ACidadeON/Ribeirao

Partidos têm até esta quarta-feira (16) para realização das convenções (Foto: Agência Brasil/Arquivo)
 
Na véspera do início da corrida eleitoral, o PSL de Ribeirão Preto teve uma cisão entre os membros, nesta terça-feira (15). Isso porque, um grupo de filiados ao partido questiona a realização de convenção, que aprovou a coligação do partido com o MDB e a indicação do candidato a vice da chapa.  

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Eles questionam a destituição do diretório da legenda na cidade e a criação de uma nova comissão provisória, com outros membros. O bloco encabeçado pelo engenheiro Rodrigo Junqueira entrou com um pedido na Justiça eleitoral questionando a medida. Ele fazia parte do diretório dissolvido e pretende se lançar candidato a prefeito.  

"Não se infringiu as resoluções da executiva estadual. E, não houve direito de ampla defesa", argumenta Junqueira. A Justiça concedeu uma liminar, permitindo que seja realizada uma nova convenção com o grupo destituído, para definição do candidato do partido.  

Contudo, isso não quer dizer que a convenção realizada nesta terça foi anulada. Já que o relator do processo, Afonso Celso da Silva, determinou que "ficam resguardadas as atuações de ambos os diretórios". Ou seja, os dois grupos podem realizar os atos necessários para participar das eleições, até a análise do mérito da ação pela Justiça.  

A Justiça ainda deverá decidir sobre qual das duas convenções (caso o outro grupo realize a discussão) está resguardada legalmente. A convenção da comissão destituída do PSL deve ser realizada nesta quarta-feira (16), em um hotel da cidade, entre 9h e 14h.  

Outro lado
 
O presidente da comissão provisório do partido em Ribeirão Preto, Caio Fernando dos Santos, que defende a manutenção da coligação com o MDB e indicação do nome do vice para a chapa, afirma que o diretório estadual do partido irá recorrer da decisão da Justiça eleitoral.  

"Quem fez a intervenção, não fomos nós em Ribeirão Preto, foi a [direção] estadual. Nós acatamos a decisão estadual", declarou. "Vamos seguir, fazer o quê?", completou Caio.


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