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Política

Deputado que apalpou colega no plenário deve ser afastado

Caso aconteceu em dezembro de 2020, em sessão da Assembleia Legislativa de São Paulo

| ACidadeON/Ribeirao

Caso aconteceu em sessão extraordinária no dia 16 de dezembro de 2020 (Foto: reprodução/TV Alesp)
 
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O Conselho de Ética da Assembleia de São Paulo (Alesp) aprovou nesta sexta-feira (5) por 5 votos a 4 o afastamento por quatro meses do deputado Fernando Cury (Cidadania), que apalpou a colega Isa Penna (PSOL) em plenário em dezembro.   
 
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Agora, o resultado será encaminhado à Mesa Diretora, que irá conduzir a votação no plenário. O regimento da Assembleia determina que a suspensão de um deputado deve ter o aval de maioria simples em votação aberta e nominal no plenário.  

Na última hora, deputados a favor de Cury conseguiram reverter a maioria construída em volta do parecer de Emidio de Souza (PT), relator do caso e que propunha seis meses não remunerados de suspensão.   

Foi vitorioso o voto em separado de Wellington Moura (Republicanos) por um afastamento de quatro meses.A diferença é que, no afastamento de 120 dias, o suplente não precisaria ser convocado, o que manteria o gabinete de Cury em funcionamento.   

Para Moura, a suspensão do deputado não pode prejudicar seus funcionários.O Conselho de Ética tem nove membros, mas Campos Machado (Avante) está em licença médica --Roque Barbieri (Avante) participou como suplente.   
 

Galvão não é membro, mas participa e tem voto como corregedor da Assembleia.Até a noite de quinta (4), porém, o parecer de Emidio tinha maioria no colegiado.   

A articulação para reverter o quadro contou com mudança de voto de Galvão, além da convocação de Barbieri, que não iria participar a princípio.  

Votaram por aliviar a punição os seguintes deputados: Wellington Moura (Republicanos), Alex de Madureira (PSD), Adalberto Freitas (PSL), Delegado Olim (PP) e Estevam Galvão (DEM).   

Foram derrotados Emidio de Souza (PT), Erica Malunguinho (PSOL), Maria Lúcia Amary (PSDB) e Barros Munhoz (PSB).Emidio e Barros anunciaram seus desligamentos do conselho ao final da reunião, com críticas aos votos do colegas que favoreceram Cury.   
 
Outro lado 

O advogado Roberto Delmanto Junior, que defende Cury, voltou a dizer que foi apenas um abraço, ainda que errado e inadequado, sem conotação sexual e pelo qual o deputado já se desculpou, e que não houve apalpação ou toque intencional no seio da deputada.  

Na semana passada, o desembargador João Carlos Saletti, do Tribunal de Justiça de São Paulo, negou o pedido da defesa de Cury para barrar as investigações contra ele por suspeita de importunação sexual.   

O depoimento do deputado ao Ministério Público havia sido marcado para esta terça, mas foi adiado para o dia 17 a pedido dele.Em outra frente, a defesa de Cury já conseguiu suspender o processo de expulsão do deputado do partido Cidadania.   

O conselho de ética da legenda já opinou pela expulsão, mas cabe ao diretório nacional decidir.Alegando irregularidades no rito processual, o advogado Delmanto Júnior acionou o Tribunal de Justiça do Distrito Federal, que paralisou o processo interno do Cidadania.   

O partido recorreu e aguarda decisão da Justiça. Cury já está afastado de suas funções na legenda desde dezembro.


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