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Bolsonaro diz 'respeitar os bispos', mas volta a defender armas

Arcebispo de Aparecida-SP, Dom Orlando Brandes, afirmou durante missa em louvor à Nossa Senhora Aparecida, que "pátria amada não pode ser pátria armada"

| ACidadeON/Ribeirao -

O presidente Jair Bolsonaro (Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom/ Agência Brasil)
Diante de um público engajado em pautas de interesse do agronegócio, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) voltou a defender na manhã desta quarta-feira (13), o armamento da população brasileira. "Em nosso governo, não pude alterar lei como queria, mas alteramos decretos e portarias de modo que arma de fogo passou a ser realidade entre nós", declarou, em evento em cerimônia de entrega de títulos de propriedades rurais em Miracatu-SP.

Especialistas em segurança pública, no entanto, são contrários ao armamento de civis e consideram a medida contraproducente no combate à violência. Na terça-feira (12), o arcebispo de Aparecida-SP, Dom Orlando Brandes, afirmou durante missa em louvor à Padroeira do Brasil, Nossa Senhora Aparecida, que "pátria amada não pode ser pátria armada".

Em Miracatu, Bolsonaro disse que a fala teria sido feita no dia 11, culpou a imprensa pela repercussão e respondeu ao religioso: "respeito os bispos, respeito a todos que tenham posição diferente da minha. Não é porque quando eu não quero uma coisa, eu acho que ninguém pode ter o direito de querer. Nós devemos nos preocupar com a nossa liberdade".

Durante o evento, Bolsonaro ainda reforçou críticas ao julgamento do marco temporal, hoje suspenso no STF; repetiu que o governo não tem casos de corrupção, sem citar os escândalos suspeitos expostos pela Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid; voltou a jogar a atual crise econômica no colo de governadores que tomaram medidas de contenção do coronavírus e a alta dos combustíveis na incidência do ICMS, um imposto estadual

"Reconhecemos o preço alto para poder aquisitivo de vocês, mas quando se fala de gasolina e álcool, veja o quanto seu governador está cobrando de ICMS, em especial o de São Paulo, que aumentou ICMS em plena pandemia", declarou o presidente, em nova crítica ao governador paulista, João Doria (PSDB), pré-candidato à Presidência, sem considerar o efeito do dólar nas alturas - com forte componente de instabilidade política.

Governadores como Doria, no entanto, comumente defendem nas redes sociais que o ICMS não teve a alíquota porcentual alterada nos últimos anos. Ainda assim, o governo, com apoio do presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), quer alterar a incidência do ICMS sobre os combustíveis, o que deve impactar o caixa dos Estados. 


Eleições 2022

Bolsonaro ainda voltou a insuflar uma possível candidatura do ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas, em 2022. "Se vocês querem Tarcísio na política, peçam por ele", declarou. O presidente quer Tarcísio como candidato ao governo de São Paulo, mas o chefe da Infraestrutura prefere se lançar ao Senado, possivelmente em Goiás.

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