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Vereadora chama Câmara de Ribeirão de 'machista'; Legislativo rebate

Duda Hidalgo publicou vídeo no qual reclama de projeto que ainda não foi votado; Maraca diz que vereadora 'age com desonestidade intelectual'

| ACidadeON/Ribeirao -

Vereadora Duda Hidalgo no plenário da Câmara de Ribeirão Preto (Foto: Allan S. Ribeiro/Câmara Ribeirão)
 
O clima esquentou entre a vereadora Duda Hidalgo (PT) e a presidência da Câmara de Ribeirão Preto neste sábado (16). Em publicação nas redes sociais, a parlamentar chamou o legislativo de "machista, racista e elitista". 

O presidente da Mesa Diretora, Alessandro Maraca (MDB), disse, por meio de nota, que a vereadora "mente e age com desonestidade intelectual".  

LEIA MAIS - Ribeirão também vetou projeto sobre entrega de absorventes
 
Duda publicou um vídeo nas redes sociais no qual fala de um projeto protocolado por ela em março e que ainda aguarda parecer da CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) da Câmara para que seja votado.  

A proposta chamada de "absorvendo o tabu" tem o intuito de implantar diretrizes para políticas públicas sobre a menstruação e propõe a distribuição de absorventes para mulheres em situação de vulnerabilidade.  

"Só que esse projeto não foi votado ainda, porque não é prioridade dessa Câmara machista, racista e elitista votar algo que seja de benefício das pessoas que menstruam", escreveu Duda Hidalgo na postagem, que conta com o vídeo de um discurso realizado no Centro de Ribeirão Preto.  

Em contato com a reportagem, o presidente da Câmara, Alessandro Maraca, rebateu as declarações da vereadora. "[...] nos causa indignação, quando generaliza seus pares e sobe num palanque enfraquecendo a luta real contra o preconceito", afirmou por meio de nota.  

No comunicado, o Maraca ainda disse que as acusações são infundadas e que o projeto já tem mais de 30 dias, desde que foi protocolado e, por isso, a parlamentar poderia ter apresentado um requerimento de urgência especial para que fosse votado, o que não ocorreu.  

A presidência da Câmara ainda declarou que projetos parecidos foram apresentados pelas vereadoras Judetti Zilli (PT) e Gláucia Berenice (DEM), sendo que um deles foi aprovado pelos parlamentares e que o legislativo discute a constitucionalidade da proposta com a prefeitura na Justiça. 
 
Já a coordenadoria legislativa da Câmara explica que a CCJ pode emitir parecer para que projetos similares possam ser anexados e discutidos em conjunto.
 

Alessandro Maraca, presidente da Mesa Diretora da Câmara de Ribeirão Preto (Foto: Allan S. Ribeiro/Câmara Ribeirão)


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