Câmara de Ribeirão Preto 'racha' e até WhatsApp é usado nas negociações

Disputa que parecia ser polarizada por dois grupos, ganhou uma terceira via

    • ACidadeON/Ribeirao
    • Marcelo Fontes

Matheus Urenha / A CIDADE - 09.fev.2017

 

Nem o aumento de IPTU (Imposto Predial Territorial Urbano), muito menos a revisão do Plano Diretor. O assunto que tem dominado a Câmara de Ribeirão Preto é a eleição da Mesa Diretora para o ano de 2018.
A 25 dias do pleito - marcado para 14 de dezembro - a disputa que parecia ser polarizada por dois grupos, ganhou uma terceira via, que está tornando a busca por votos ainda mais acirrada. Até grupos no aplicativo WhatsApp estão se formando para tentar alinhar os votos e garantir a maioria.

O ‘número mágico’ é o 14 - a chapa que conseguir o apoio de 14 parlamentares garante a eleição para os cinco cargos em disputa - presidente, vice-presidente, segundo vice-presidente, 1º e 2º secretários.
A Cidade conversou com a maioria dos vereadores na última quinta-feira (16) e traçou o cenário de momento.

A chapa que aponta Igor Oliveira (PMDB) como candidato a presidente tem o apoio de 10 vereadores. A articulação tem ficado com Isaac Antunes (PR) - que pode ser candidato caso Igor desista - e Lincoln Fernandes (PDT). “Preferia que nós tivéssemos um consenso”, disse Igor, não garantido que vai se manter na disputa.

A segunda chapa - com o apoio de nove vereadores - tem como provável candidato o atual presidente, Rodrigo Simões (PDT). O atual vice, Boni (Rede), também tem interesse. A coluna apurou que Renato Zucoloto (PP) e o próprio Simões têm ‘capitaneado’ as articulações. “Nós formamos um grupo. O Rodrigo é um nome para a presidência, mas podemos escolher outro entre os apoiadores até a data da eleição”, disse Zucoloto.

Indecisos somam oito vereadores

A definição da próxima Mesa da Câmara está agora nas mãos de um bloco com oito vereadores que ainda não se decidiram. Orlando Pesoti (PDT), mesmo sem apoio de ninguém, considera lançar-se candidato. “Acho que a briga por apoio está exagerada”, disse Pesoti. Entre os indecisos, uma terceira via começa a se formar. “Estamos conversando entre a gente e podemos até lançar um candidato para presidente”, disse André Trindade (DEM). Dentro desse cenário, reuniões ‘secretas’ são realizadas e até o blefe - tão utilizado em jogos de cartas - viraram artimanhas na disputa. Nos corredores, os dois grupos garantem aos indecisos que têm maioria para tentar conseguir apoio. Com esse cenário, é provável que a disputa se encerre com o placar mínimo (14 a 13), assim como foi a escolha da Mesa de 2017.   

Arte / A Cidade


2 Comentário(s)

Comentário

aristides marchetti filho

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Nossa! Que cousa importante! Como é fácil flanar quando a subsistência está garantida pela burra da Prefeitura. E assim vai se indo, de importância em importância. Os indivíduos, tanto o populacho como "as elites" perderam totalmente o senso crítico e a inteligência.

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Lu Almeida

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nada contra a nenhum dos candidatos mas quando vejo alguém brigando por releição, fico pensando quanto apego pelo poder. Não deveríamos ter releição e haver rodizio para a população comparar. Parece ver uma doença pelo poder e querer mais poder cada vez mais.