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Política

Obra do anexo será concluída com a mesma empresa que a iniciou

Obra será concluída com a empresa Cedro, a mesma que iniciou a construção em 2015, na gestão do ex-presidente Walter Gomes (PTB)

| ACidadeON/Ribeirao

Matheus Urenha / A Cidade

 

A atual Mesa Diretora da Câmara já “bateu o martelo”. A obra do anexo da Câmara será concluída com a empresa Cedro, a mesma que iniciou a construção em 2015, na gestão do ex-presidente Walter Gomes (PTB).

Ontem, a Secretaria Municipal de Obras repassou para a Câmara um relatório detalhado com o que falta concluir no prédio anexo. Esse foi mais um documento juntado para embasar o aditamento que deve ser feito no contrato com a Cedro.

A construtora pediu R$ 1,7 milhão, além do pagamento dos R$ 400 mil que faltam da licitação original, para concluir o anexo. “Eu quero saber onde será gasto cada centavo antes de qualquer coisa”, explicou o presidente Igor Oliveira (MDB).

“É mais econômico concluir com a empresa já contratada do que realizar uma nova licitação. Esse anexo não pode ficar parado mais tempo, porque está sendo perdido dinheiro público”, disse Fabiano Guimarães (DEM), que integra a atual Mesa da Casa.

Os detalhes da continuidade do vínculo com a Cedro ainda estão sendo definidos pelos vereadores.

A empresa

Na última manifestação que deu sobre o caso, a Cedro disse que pretende concluir o que começou. “A Cedro reitera o seu compromisso com a conclusão da obra”, informou.

Novela com três anos

A construção do novo prédio do Legislativo foi uma solução encontrada pelo ex-presidente e ex-vereador Walter Gomes. Com o aumento de parlamentares de 22 para 27, faltavam gabinetes no edifício original. Por isso, Walter abriu uma licitação, vencida pela Cedro no valor de R$ 6,8 milhões. As obras começaram em 2015, mas em setembro de 2016 - com a deflagração da Operação Sevandija e a prisão de Walter Gomes - foi paralisada. Nesse período, a Cedro recebeu R$ 6,4 milhões.

Relatório da CPI ‘de lado’

Ao dar continuidade na obra do anexo com a mesma empresa que começou o trabalho, a atual Mesa Diretora não vai levar em consideração o relatório final da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investigou o caso. Essa CPI apontou, através do relatório final de Isaac Antunes (PR), que o correto seria o rompimento do contrato com a Cedro para a realização de nova licitação. O trabalho apontou ainda inúmeras falhas no projeto original, como a falta de uma passarela ligando o prédio novo ao velho.

Caso é alvo de inquérito da Polícia Civil

Após receber o relatório final da CPI do Anexo, a Delegacia Seccional de Ribeirão Preto abriu inquérito para investigar o caso em setembro de 2017. Atualmente, está na fase de levantamento de documentos e é acompanhado pelo delegado assistente da Seccional, Marco Antonio Sales. Até o momento, apenas o vereador Otoniel Lima (PRB) foi ouvido. Ele prestou informações por ter presidido a CPI. A tendência é que até o ex-presidente da Câmara, Walter Gomes, seja ouvido no inquérito, mesmo estando preso na Penitenciária de Tremembé.

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