A Câmara Municipal de Ribeirão Preto vota nesta segunda-feira (10) a suspensão do mandato do vereador Roger Ronan da Silva, o Bigodini (MDB), pelo período de seis meses, além da suspensão do pagamento de seu salário.
O pedido de cassação do vereador teve início no dia 1º de outubro e o relatório final foi apresentado na última quarta-feira (4), durante a quarta sessão do Conselho de Ética da Câmara de Vereadores. O documento foi lido pelo vereador Maurício Vila Abranches (PSDB), que optou por manter os direitos políticos do parlamentar.
Bigodini é investigado pelos crimes de embriaguez ao volante, falsidade ideológica e fraude processual em um inquérito policial que indica que ele teria mentido ao afirmar que não estava dirigindo o veículo que colidiu com um poste na avenida do Café, no dia 28 de setembro.
Fazem parte do Conselho de Ética os vereadores Diácono Ramos (União), presidente, Franco Ferro (PP), Brando Veiga (REP) e Jean Corauci (PSD), além de Maurício Vila Abranches (PSDB), relator do caso.
Abalou a confiança pública
No documento apresentado por Vila Abranches, foi concluído que o parlamentar abalou a confiança pública. O relatório também destacou que o processo de cassação seguiu o rito regular, garantindo a Bigodini o direito à defesa e ao contraditório.
Propõe-se a aplicação da suspensão do exercício do mandato por 180 dias corridos, suspendendo os subsídios, mas mantendo o vínculo parlamentar e os direitos políticos
afirma Vila Branches
Processo administrativo
Um dia após o acidente, a Câmara Municipal autorizou a abertura de uma Comissão Processante (CP) para investigar o vereador, após denúncias de quebra de decoro parlamentar.
Na denúncia, apresentada pelo jornalista Rodrigo Leone, foram anexados vídeos e o boletim de ocorrência comprovando o envolvimento do vereador e de sua namorada, Isabela de Cássia de Andrade Faria, no acidente.
Na época, Bigodini alegou que Isabela – que não possui carteira de motorista – era quem dirigia o automóvel no momento do acidente. No entanto, um vídeo que circulou nas redes sociais mostra o parlamentar no banco do motorista logo após a batida.
Para a Polícia Civil, as imagens apontaram que as roupas do motorista eram compatíveis com os trajes do vereador e incompatíveis com os que a namorada dele utilizava.

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