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Rafael Silva aponta a independência como bandeira

Deputado do PSB, que está na Alesp há 21 anos, ressalta a importância de ajudar entidades e receber as demandas da população

| ACidadeON/Ribeirao

Rafael Silva é deputado estadual, candidato à reeleição (Foto: Weber Sian / A Cidade)


A CIDADE: Qual a conquista mais importante do seu atual mandato?
Eu comecei um trabalho de levar apoio para entidades filantrópicas de Ribeirão Preto e região. No momento de dificuldade eu ajudei e depois alguns deputados seguiram. Eu fiz um trabalho que acabou dando resultado, que foi o para o fim da queima da palha da cana-de-açúcar. Foi uma luta terrível, mas eu consegui. Enfrentei gente poderosa. Aprovei um projeto proibindo o trote, essa coisa horrível que acontece nas faculdades. Se a direção da faculdade permitir o trote, vai ser punida. Também apresentei projeto transformando Ribeirão Preto em Município de Interesse Turístico (MIT). A Dárcy Vera (ex-prefeita) terminou o mandato e não mandou. O prefeito Duarte Nogueira (PSDB) também não mandou. Ribeirão Preto está perdendo dinheiro.

Se for reeleito deputado, qual o principal objetivo do senhor?
A bandeira do político tem que estar lastreada na seriedade e na independência. Eu não aceito um Parlamento submisso ao Executivo. Isso não pode acontecer. Tenho um trabalho forte para fazer a duplicação na Mario Donegá [rodovia que liga Ribeirão a Pradópolis]. Mas, para o deputado que quer trabalhar, todo dia tem um reinvindicação. Então são vários objetivos. E um detalhe importante: o cego, se ele trabalhar igual aos outros deputados, ele não é reeleito. Tem que trabalhar mais. O deficiente visual se destaca e as pessoas prestam mais atenção. Então tenho que trabalhar muito.

O senhor costuma elencar como conquistas do mandato conseguir recurso para entidades beneficentes. Esse tipo de atuação é função do deputado?
Levar recursos para os municípios não é função dos deputados. O deputado quando abraça esse tipo de trabalho perde a independência. Só que tem um detalhe, eu sempre levei recurso, ajudei, só que nunca perdi a minha liberdade, a independência. Então é diferente do pessoal que pega emenda do governo federal e depois não deixou o Temer (Michel, MDB, presidente) ser processado. Isso para mim é corrupção. Por outro lado o Executivo não cumpre o seu papel e, como deputado da região de Ribeirão Preto, me sinto na obrigação de trazer recursos para o Cantinho do Céu, Apae e outras entidades. E ressalto, sempre mantive a minha independência.

O senhor ainda sonha em ser prefeito de Ribeirão Preto?
Eu já concorri a prefeito porque existe pesquisa nacional que aponta que o eleitor não vota em cego para cargo Executivo. Então eu concorri para deixar uma mensagem e tentar quebrar uma barreira. Mas eu tinha consciência que era muito difícil. Hoje já estou com 73 anos. Me falaram que eu perdi as três eleições, mas na verdade quem perdeu foi Ribeirão Preto.

O senhor está há 21 anos na Alesp? Não é muito tempo? Por que o senhor nunca buscou ser deputado federal?
Existe uma dificuldade física maior para um deputado federal sem visão. Eu entendi que é mais fácil ser deputado estadual, no aspecto de lutar, brigar e questionar. Em Brasília são 513 deputados. É mais fácil ter voz pelo meu estilo. Na Alesp, se tem uma questão que eu não concordo já vou ao microfone. Em Brasília é diferente, é mais complicado.

O atual governador Márcio França, do PSB, que é do partido do senhor, tem um laço forte com Geraldo Alckmin, do PSDB. O senhor e o filho do senhor, Ricardo Silva, fazem oposição ao PSDB, tanto em Ribeirão Preto como em São Paulo. Não há uma contradição nessa situação?
Era tão próximo, não é próximo. O Márcio França mantém a lealdade, porque é digno, não pratica traição. A linha dele de atuação é totalmente diferente da proposta do PSDB. Veja o caso do (João) Dória (PSDB, candidato ao governo paulista), ele foi produzido pelo Geraldo Alckmin e logo em seguida quis puxar o tapete do Alckmin. Agora o Márcio França é fantástico. Ele foi prefeito de uma cidade problemática, que é São Vicente e foi reeleito com 93% dos votos. O AME (Ambulatório Médico de Especialidades) foi promessa de campanha, o Nogueira (prefeito) prometeu, o Geraldo prometeu. E o Márcio França resolveu, assinando o decreto. O aeroporto esteve nas mãos do PSDB vários anos e o Márcio França resolveu.

Há quase três meses, os deputados estaduais incluindo o senhor, aprovaram a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) 5, que aumentou o teto do salário dos servidores estaduais e municipais. A medida, atualmente, está suspensa por liminar. Em Ribeirão Preto, a PEC causa impacto de R$ 20 milhões ao ano nas contas da Prefeitura. O senhor se mantém a favor da PEC?
Eu sou a favor do desenvolvimento e da pesquisa. Da busca de solução para problemas graves da noção. No Brasil, a indústria farmacêutica não é tão desenvolvida porque não tem a pesquisa que deveria ter. Então, essa PEC, não é o que o povo fala. Dá impressão que o comissionado vai ganhar mais. Não é para deputado, vereador e funcionário indicado. Isso é para abrir um leque para algumas carreiras importantes serem valorizadas. O Brasil exporta pesquisadores. A PEC é uma forma de amparar quem tem condições de representar um crescimento.  

Rafael Antonio Silva

Nome na urna: Rafael Silva
Partido: PSB
Idade: 73 anos
Profissão: Deputado
Carreira: Deputado estadual desde 1997 (sétimo mandato). Foi vereador por dois mandatos e também já concorreu a três vezes prefeito de Ribeirão Preto. 


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