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Eleições

Se ficasse no PDT, Ricardo Silva estaria eleito

O ex-vereador foi para PSB exatamente por achar difícil alcançar uma cadeira na Câmara Federal pelo PDT

| ACidadeON/Ribeirao

Ricardo diz não lamentar ter trocado o PDT pelo PSB (Foto: Weber Sian / A Cidade)
 
O ex-vereador Ricardo Silva, de Ribeirão Preto, migrou do PDT para o PSB na janela de transferência de partidos no primeiro semestre de 2018. Na época, a alegação era que o PDT não teria estrutura para eleger deputados federais por São Paulo.

Seis meses depois, porém, a história foi diferente. A coligação do PSB, com PSC, PTB e PPS, fez sete deputados e Ricardo acabou sendo o nono mais votado (ou seja, é o segundo suplente).

O PDT fez uma cadeira com Tabata Amaral. Ocorre que Tabata foi muito bem nas urnas, obtendo 264.450 votos. Se Ricardo estivesse no PDT, com os 61.037 votos seria possível fazer a segunda cadeira do PDT na Câmara Federal e ele estaria eleito.

"Eu nunca poderia imaginar que a Tabata teria essa votação. Não me culpo por isso", falou Ricardo, reconhecendo que estaria eleito se ficasse no PDT.

Para Ricardo, ele fez bem de mudar para o PSB. "Não me arrependo da mudança e agora estou junto na campanha de Márcio França (governador de São Paulo que busca reeleição no segundo turno com João Dória, PSDB)", disse. 

Em 2014 a história, porém, foi diferente. Ricardo teve quase 100 mil votos pelo PDT, mas o partido fez apenas uma cadeira na Câmara Federal, que ficou com Major Olímpio, mais votado da chapa.

Quem é Tabata?

Tabata Amaral não é só um fenômeno de votos. Ela também é destaque nos estudos. A jovem de 24 anos foi a sexta candidata a deputada federal mais votada em São Paulo.

Tabata é paulistana, natural da Vila Missionária, periferia da Zona Sul da capital. Ela estudou em escola pública até o 8º ano.

Aos 12 anos, começou a empilhar conquistas estudantis. Ao todo, colecionou mais de 30 medalhas em olimpíadas de física, química, informática, matemática, astronomia, robótica e linguística.

No Ensino Médio, Tabata tinha sido aceita por seis universidades americanas: Harvard, Caltech, Columbia, Princeton e Yale. Ela escolheu a primeira.

Retornou ao Brasil formada em Ciências Políticas e Astrofísica. Segundo relatou durante a campanha, se candidatou para ajudar o ensino público do Brasil.

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