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Eleições

Márcio França se coloca como 'neutro' e alfineta Doria

Governador candidato à reeleição afirmou ao ACidade ON que não se identifica com nenhum candidato a presidência

| ACidadeON/Ribeirao

 

Márcio França concedeu entrevista ao portal ACidade ON (Foto: Matheus Urenha/A Cidade)

O governador de São Paulo, Márcio França (PSB), candidato à reeleição, cumpriu agenda em Ribeirão Preto nesta segunda-feira (22). Na redação do ACidade ON, ele alfinetou o rival João Doria (PSDB) e se colocou como neutro na disputa presidencial

França, no entanto, admitiu que a vantagem de Jair Bolsonaro (PSL) sobre Fernando Haddad é "quase impossível de ser revertida". "Eu não me identifico (nem com Bolsonaro nem com Haddad). Meu partido não tem candidato. Briguei pela neutralidade", falou o candidato.

Confira abaixo a transcrição completa da entrevista, que foi transmitida ao vivo pelas redes sociais do portal ACidade ON. Na próxima quarta-feira (24), quando João Dória estará em Ribeirão Preto, será oferecido o mesmo espaço ao candidato tucano.

CONFIRA A ENTREVISTA:
1 - O adversário do senhor tem explorado na propaganda eleitoral a situação do PSB, partido senhor, ser ligado com a esquerda brasileira. O senhor se considera um candidato de esquerda?
Me considero um político do futuro. Eu tenho muito experiência, mais de 30 anos de vida pública e sou ficha limpa. Eu estou evitando essa polarização. Na disputa pela prefeitura de São Vicente venci o PT duas vezes. Não tenho vínculos diretos com o PT. Mas também não tenho ódio do PT.

2 - Na disputa presidencial, com qual candidato o senhor se identifica mais e qual o motivo da identificação?
Eu não me identifico. Meu partido não tem candidato. Briguei pela neutralidade. Todo mundo sabe que a eleição brasileira é uma eleição meio encerrada. São Paulo vai ajustar seu horário com o Brasil? Eu pretendo que o Brasil venha para o horário de São Paulo. A partir de 1º de janeiro, seja quem for o presidente, e tudo leva a crer que será Bolsonaro, o presidente vai ter que governar todo mundo. E a união será a partir de São Paulo.

3 Na última pesquisa IBOPE para o governo de São Paulo, foi medido o potencial de voto dos dois candidatos. 28% disseram não poder opinar sobre a candidatura do senhor por não conhecê-lo direito. O percentual de João Doria no mesmo quesito é de 18%. Na pré-campanha e na campanha o senhor fez várias caravanas pelo Estado, além da campanha na televisão e no rádio. Por que não conseguiu se tornar mais conhecido entre os eleitores?
Minha vida eleitoral se deu numa região. Na cidade onde eu fui prefeito, São Vicente, agora nessa eleição eu tive quase 70% dos votos. Na Baixada Santista eu ganhei com bastante diferente. Na capital, de acordo com o IBOPE, eu tenho 60% dos votos. Porque as pessoas que conviveram com ele (João Doria) não confiam no que ele fala ou não gostam do jeito dele.

4 Quais suas propostas para a Segurança Pública?
A polícia de São Paulo é uma polícia operosa e valente. São mais de 100 mil policiais. Para você ter uma ideia, o índice que saiu agora, avaliando os últimos seis meses, foi o melhor índice de toda história de São Paulo. E eu ainda não mexi no salário, na tecnologia. Mas eu mexi na autoestima da tropa. As pessoas sabem que comigo podem contar. Eles não têm o governo com adversário.

5 Se reeleito, o senhor vai manter a política em relação aos pedágios?
Esse ano foram feitas duas novas concessões. Nessas duas concessões conseguimos reduzir os pedágios em 20%. As novas concessões que serão realizadas a partir do ano que vem, não dependem mais de novos investimentos porque as estradas estão prontas. Vamos reduzir, em média, 25% o valor dos pedágios.

6 - O Aeroporto Leite Lopes atualmente está passando por obras de R$ 4 milhões para melhorias na pista. Essa adequação seria para possibilitar o pouso de aeronaves de carga nacionais e internacionais. O senhor garante que após a obra o Leite Lopes vai começar a operar como aeroporto internacional de cargas?
No que depender do Governo de São Paulo sim. Nesses cinco meses, uma coisa que demorava 20 anos, nós autorizamos rapidamente. É uma obra de R$ 4 milhões e tem mais R$ 4,8 milhões. E ainda tem umas adaptações, que vão chegar a R$ 10 milhões. É muito importante para a região que esse aeroporto seja internacional. É a geração de novos empregos a partir do aeroporto.

7 - Quando o senhor fala do ex-governador Geraldo Alckmin o elogio principal é sempre em relação ao caixa do Estado. São Paulo, diferente do Rio de Janeiro, Minas Gerais e outros, não atrasou o pagamento de servidores ao longo da crise brasileira. No entanto, ao longo da pré-campanha, o senhor visitou inúmeras cidades do interior paulista assinando convênios e liberando recursos. Em meio a crise, São Paulo tem recursos para honrar tudo o que foi prometido?
Eu já cumpri. Você está vendo o asfalto da sua cidade? Esse asfalto foi com recurso do Estado. Tenho ajudado os prefeitos para isso. São Paulo é um estado sadio do ponto de vista financeiro.

8 - Qual sua proposta para a Educação?
A escola tem que ser atraente. A sala de aula tem que ser digital. Lousa digital, wi-fi. Com o apoio do Skaf eu vou ter também a tecnologia do Sesc/Senat. Do Ensino Médio tem que ter escola técnica, que a Paula Souza. Eu quando comecei no governo nós criamos a Univesp (Universidade Virtual do Estado de São Paulo). A Univesp tinha 2.500 alunos e agora já está com 48 mil alunos. São professores da USP, Unicamp e Unesp.

9 - Falando de algumas promessas feitas a Ribeirão Preto, se eleito, o senhor mantém os acordos para o funcionamento do segundo Bom Prato na cidade e a gestão do primeiro AME (Ambulatório Médico de Especialidades), que deve ser construído pela prefeitura?
Vou abrir o Bom Prato, mas dentro do HC (Hospital das Clínicas). Todos os nosso Bom Prato serão vinculados com hospitais e universidades. O AME tem o nosso compromisso. Vamos ter em Ribeirão Preto o AME Mais na Vila Virgínia.

10 - Na semana passada, o senhor anunciou que pretende cobrar da União os atendimentos de pessoas de outros estados, feitos pela Saúde Pública de São Paulo. Em Ribeirão Preto, há o HC, por exemplo, que atende gente do Brasil inteiro. Como vai funcionar isso? 
A alta complexidade as pessoas vêm de fora. A gente atende 25% de pessoas de outros estados. São Paulo tem obrigação de atender todo mundo, mas a União tem que reembolsar.