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Suposto candidato do PCC teve 85 votos em Ribeirão Preto

Na semana passada, candidato a vereador em Ribeirão Preto foi alvo de mandado de busca em apreensão

| ACidadeON/Ribeirao

Candidato nega que tenha tido apoio da facção criminosa (Foto: Fábio Pozzebom/Agência Brasil)
 
O advogado Renan Bortoletto, que disputou uma cadeira na Câmara Municipal de Ribeirão Preto pelo PP, recebeu apenas 85 votos na eleição realizada no último domingo (15), e não foi eleito. O Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) do Ministério Público de São Paulo suspeita que a candidatura de Renan tenha sido apoiada pelo PCC.  

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O advogado foi alvo de mandados de busca e apreensão na operação da Operação Kleptos, deflagrada na última semana, pelo Ministério Público e Polícia Militar. Ele disputou as eleições porque a investigação sobre a ligação com a organização criminosa ainda está em andamento.  

Segundo o Gaeco, Renan já trabalhou como advogado de membros da facção. "A facção criminosa teve o cuidado em indicar a pessoa para este posto. Colocando alguém que estaria acima de qualquer suspeita. Uma pessoa ficha limpa", disse o promotor Leonardo Romanelli, que atua no caso, ao Fantástico, da TV Globo.   
 
O Ministério Público informou que documentos e cartas possivelmente enviadas ao sistema penitenciário foram apreendidos nos endereços do candidato a vereador de Ribeirão Preto. Computadores e diversos telefones celulares também foram encaminhados à perícia.  

Nas redes sociais, Renan refutou a acusação de que sua campanha tenha sido "patrocinada ilicitamente". "[...] basta ver meu extrato bancário para constatação de que há tempos minha conta pessoal está no cheque especial. Reforço que ao longo de minha campanha fui fotografado em companhia de inúmeras pessoas, não fazendo qualquer acepção", afirma.
 
O que diz o advogado:
 
"Informo a meus clientes, amigos, familiares e eleitores que me encontro impossibilitado para atendimento de telefonemas. Seguimos na luta por melhorias sociais, inclusive carcerárias, ressaltando que meus apoios políticos se devem principalmente por minha atuação profissional, de modo que é natural o impulsionamento da campanha realizada por clientes, sejam de causas criminais, ambientais ou cíveis. Refuto qualquer ilação de que minha campanha foi "patrocinada ilicitamente", basta ver meu extrato bancário para constatação de que há tempos minha conta pessoal está no cheque especial. Reforço que ao longo de minha campanha fui fotografado em companhia de inúmeras pessoas, não fazendo qualquer acepção. Destaco, outrossim, que não tenho qualquer envolvimento ou contato com os policiais investigados. Desconhecendo-os. Permaneço à disposição para maiores esclarecimentos".  

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