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Vereador é investigado por usar comissionado em programa de TV

Promotoria em Ribeirão Preto apura se assessor do vereador Igor Oliveira, remunerado pela Câmara, teria prestado serviços particulares para o parlamentar

| ACidadeON/Ribeirao -

  

O MP-SP (Ministério Público de São Paulo) de Ribeirão Preto abriu um inquérito civil para investigar um suposto uso de assessor parlamentar para serviços particulares, por parte do vereador Igor Oliveira (MDB). 

A investigação foi aberta pelo promotor Sebastião Sérgio da Silveira após receber denúncia sobre a publicação de um vídeo no qual aparece o assessor parlamentar Leonardo Thomazini, lotado no gabinete de Igor Oliveira, com o uniforme do programa apresentado pelo parlamentar em uma emissora de TV local - veja o vídeo acima. 

A promotoria apura se o assessor estaria realizando serviços particulares para o vereador durante o expediente da Câmara Municipal, que funciona de segunda-feira a sexta-feira, entre 8h e 18h. O vídeo foi publicado nas redes sociais, na última quarta-feira (21), no período da tarde.  

Em descrição disponível no site da Câmara de Ribeirão Preto, o assessor informa que ele já trabalhou no programa de televisão apresentado por Igor. No portal transparência do Legislativo, Thomazini aparece ocupando a função de Assessor Parlamentar, com remuneração de R$ 5.903,80.

Procurados pela reportagem do ACidade ON, Igor Oliveira e Leonardo Thomazini informaram que desconhecem a investigação aberta pelo Ministério Público.    

Igor Oliveira - MDB (Foto: divulgação)

Em comunicado, o vereador e o assessor disseram que desenvolvem suas atividades dentro da legalidade, "buscando a boa gestão dos recursos públicos". Em nota, Igor Oliveira afirma que foi um dos vereadores que mais economizou recursos na última legislatura.  

Ele ainda declarou que quando presidiu a Mesa Diretora da Câmara de Ribeirão Preto implantou medidas de transparência que levaram o Legislativo a receber nota 10 em avaliação da Enccla (Estratégia Nacional de Combate à Corrupção e à Lavagem de dinheiro), do Conselho Nacional do Ministério Público.  

Também procurado pela reportagem, o atual presidente da Mesa Diretora de Ribeirão Preto, Alessandro Maraca (MDB), disse que também não recebeu pedidos de informações do MP-SP.  

Contudo, declarou que entende que "durante o horário de expediente da Casa de Leis, as atividades dos assessores devem estar diretamente ligadas à assessoria institucional do parlamentar".  

Além disso, afirmou que fora do horário de serviço cada assessor tem livre arbítrio para exercer as atividades que entender devidas.

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