A Secretaria de Estado da Educação informou que oito escolas da rede em Ribeirão Preto participam do projeto de recomposição da aprendizagem em parceria com a Universidade de Harvard. A iniciativa, por meio do Projeto Voar, é voltada aos anos finais do ensino fundamental e tem o objetivo de diminuir a defasagem no ensino de Matemática e Língua Portuguesa.
A proposta passa a ser implementada em 147 escolas da rede em todo o estado, que terão acompanhamento técnico do ELLA (Laboratório de Educação para a América Latina), de Harvard. A parceria tem como foco políticas educacionais baseadas em evidências para o ensino de Língua Portuguesa e Matemática, além do desenvolvimento socioemocional dos estudantes.
“Esta é mais uma das várias iniciativas para impedir que alunos acumulem muitos anos de defasagem, um problema que infelizmente ainda é muito recorrente. Neste ano estamos expandindo o Professor Tutor Anos Finais, que teve quase dois anos de pilotos bem-sucedidos. A ideia é testar o Voar com o mesmo rigor”, afirma o subsecretário pedagógico da Educação, Daniel Barros.
Diagnóstico
O Projeto Voar se baseia no ensino por nível de proficiência, com uso de avaliações diagnósticas e formativas, nivelamento e instrução diferenciada. Os alunos são organizados em agrupamentos temporários, permitindo que o ensino parta do que cada estudante efetivamente sabe, com atenção também ao desenvolvimento socioemocional.
Parceria com Harvard
A cooperação com a Universidade de Harvard é coordenada por um Comitê de Gestão Conjunta, com apoio da organização Parceiros pela Educação. A equipe do ELLA atua no acompanhamento do Projeto Voar e no fortalecimento da política de professores tutores do Ensino Fundamental, que será implantada em todas as escolas da rede, do 1º ao 9º ano, com foco na formação continuada e na aceleração da aprendizagem em alfabetização e matemática.
O Coordenador do Programa de Ensino Integral da Secretaria da Educação, Mauro Romano, explica que as escolas foram escolhidas após se manifestarem em aderir ao projeto. Em seguida, pesquisadores de Harvard realizaram um estudo para definir seriam selecionadas.
“A partir desse estudo científico, a gente vai poder decidir pela ampliação ou não dessa política para outras escolas da rede”, disse em entrevista à rádio CBN Ribeirão. Os nomes das escolas não foram revelados.
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