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Especial Névio Archibald

Nogueira questiona Estado sobre a cloroquina

Secretaria estadual da Saúde informa que o uso da hidroxicloroquina, assim como da cloroquina, não são recomendados

| ACidadeON/Ribeirao

Prefeito Duarte Nogueira falou sobre o assunto em live, nesta quarta (22) (Imagem: Reprodução)
 
O prefeito de Ribeirão Preto, Duarte Nogueira (PSDB), questionou o secretário de Desenvolvimento Regional do Estado de São Paulo, Marco Vinholi, sobre o alinhamento em todo o estado de um protocolo sobre o uso dos medicamentos hidroxicloroquina, azitromicina e ivermectina no tratamento de pacientes com o novo coronavírus (covid-19).  
 
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O chefe do executivo falou sobre o assunto durante reunião do conselho de municípios na manhã desta quarta-feira (22) e, também em live realizada pela prefeitura, no final da tarde (veja o vídeo abaixo). 

"Tem prefeituras que estão adotando protocolos e, aí do outro lado, as prefeituras que não estão adotando, a população acha que os prefeitos que não adotou estão sendo negligente, quando na verdade é contrário. Os prefeitos que não adotaram o protocolo é porque ainda não foi formalizado", disse.   
  
Polêmica 

A secretaria municipal da Saúde informou que, em consenso com o Comitê Técnico de Enfrentamento à Doença, não incluirá, neste momento, a utilização desses medicamentos na rede pública.  

Na nota, a pasta informa que levou em consideração estudos científicos, que não encontraram eficácia terapêutica eficaz no tratamento de casos leves de covid-19.

A decisão é diferente da tomada pela vizinha Sertãozinho. Na última terça-feira (21), o prefeito José Alberto Gimenez (sem partido) incluiu o uso da cloroquina e azitromicina no protocolo adotado pelo município no tratamento de pacientes com a covid-19. Os medicamentos começarão a ser distribuídos a partir de quinta-feira (23).   
 
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Sertãozinho inclui cloroquina em protocolo para tratar covid


Estado não recomenda
 
Em contato com a coluna, a secretaria estadual da Saúde informou que o uso da cloroquina e hidroxicloroquina foi deliberado em reunião de Comissão Intergestores Bipartite do Estado de São Paulo (CIB-SP), em 2 de junho, entre a Secretaria de Estado da Saúde e gestores municipais de saúde.  

A deliberação não recomenda o uso dos medicamentos em casos leves e moderados de covid-19, por considerar que são insuficientes as evidências científicas que comprovem a eficácia dos medicamentos nos tratamentos da doença.  

Também não é recomendado para que seja utilizado de forma rotineira em casos graves, exceto condicionado a estudos clínicos, seguindo critério médico e consentimento do paciente. "A utilização do medicamento é definido entre médico e paciente e o mesmo se aplica à azitromicina", afirma no comunicado.  

"Todos os medicamentos prescritos por serviços estaduais de saúde estão baseados nos protocolos vigentes no SUS [Sistema Único de Saúde] e mediante análise médica individualizada", pontua a secretaria, que lembra que a automedicação é contraindicada em qualquer hipótese.
 
VEJA O VÍDEO:
 
 


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