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Especial Névio Archibald

Investigação do caso das ambulâncias passa ao MP-SP

Nesta quarta (26), CPI da Câmara de Ribeirão Preto pediu afastamento de secretário

| ACidadeON/Ribeirao

Prefeitura diz que locação iria auxiliar na liberação de ambulâncias do SAMU para casos de 'urgência' (Foto: Weber Sian / ACidade ON)
 
Corre agora na Justiça Estadual de São Paulo a investigação do caso de locação de ambulâncias em Ribeirão Preto. A investigação tramitou inicialmente na Justiça Federal, porém houve alteração na mudança na fonte de recursos que a Prefeitura de Ribeirão Preto utilizou para contratação do serviço.  

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O inquérito criminal foi conduzido pela Polícia Federal (PF) e, agora, foi repassado ao MP-SP (Ministério Público de São Paulo) para o prosseguimento do caso. As investigações apuram se houve uma suposta fraude na dispensa de licitação para favorecer a vitória da empresa SOS Médicos.  

A contração, de cerca de R$ 1,1 milhão, foi para um serviço de transporte de pacientes em ambulâncias ao longo da pandemia.   

Outro inquérito tramita na instância cível. Segundo o promotor Sebastião Sérgio da Silveira, responsável pelo caso nesta esfera, um parecer técnico solicitado ao MP-SP, sobre suposto sobrepreço na contratação, foi inconclusivo.  

CPI pede afastamento
 
Nesta quarta-feira, a CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) das Ambulâncias, da Câmara Municipal, apresentou o relatório final, no qual pediu o afastamento do secretário da Saúde de Ribeirão Preto, Sandro Scarpelini.  

A Prefeitura se manifestou, negando as acusações, dizendo ser ano eleitoral e afirmando que o relatório final da CPI não trouxe nada novo ao caso. Segundo a Prefeitura de Ribeirão, a locação das ambulâncias foi realizada para realização do transporte de pacientes, liberando os veículos do Samu para atendimentos urgentes.  

De acordo com a secretaria da Saúde, na época da contratação do serviço, existia a demora para realização do transporte de pacientes entre centros de saúde e, também, nas altas hospitalares para retorno para casa. Além disso, afirma que os valores da contratação estavam dentro da normalidade de mercado.  

O que diz a SOS?
 
A defesa de Aníbal Carneiro, proprietário da SOS, vencedora da licitação, também afirma que não há irregularidades.  

"Nós tomamos conhecimento hoje do relatório da CPI. Os advogados vão se reunir para ler e verificar o que pode ser feito. A nossa defesa foi feita na CPI. Apresentamos toda a documentação necessária, agora, vamos aguardar mais um pouco", afirmou o advogado Guilherme Frederico de Lima.  

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