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Especial Névio Archibald

Pandemia reforçará abstenção em Ribeirão, diz especialista

Para consultor em marketing político, o assunto pandemia e as redes sociais terão grande importância na disputa

| ACidadeON/Ribeirao

 

Eleições 2020 (Foto: Agência Brasil)

No segundo turno das eleições municipais de 2016, Ribeirão Preto foi o município que apresentou a maior abstenção do voto proporcional no Brasil (cerca de 27% do eleitorado não compareceu às urnas). Para o publicitário Laércio Ferreira, consultor em marketing político, o cenário tem chances de se repetir na cidade, agora agravado pela pandemia do novo coronavírus (covid-19). 


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Ele calcula que os 25% dos eleitores com idades entre 16 e 19 anos, que vão para a primeira eleição e aqueles acima de 60% anos, ou não estão com pouca motivação de escolher um candidato, ou evitarão de se expor, por conta da pandemia.   


Perfil
 
Segundo o TSE (Tribunal Superior Eleitoral), Ribeirão Preto tem 441.845 eleitores registrados. A maior parte dos votantes na cidade são mulheres, que representam 53,9% do eleitorado. De acordo com o publicitário, isso pode resultar em uma definição eleitoral ainda no primeiro turno. "Aí, a pergunta é quem se beneficia?", frisa o consultor. "Justamente porque quem atingir 38% do total dos votos já pode se eleger no primeiro turno", analisa.  
 

Como mudar?
 
Ele acredita que poucos candidatos conseguirão mudar o ânimo do eleitorado no comparecimento às urnas. "Essa vai ser uma eleição que vamos ter que estudar e aprender com ela, assim como nós tivemos que aprender a conviver e aprender com a pandemia. A grande verdade é que a forma de comunicação mudou", disse.  
 

O fator pandemia
 
O assunto pandemia, que tomou conta do dia a dia em 2020 também estará presente nas eleições e, além de ser o assunto de discussão entre os candidatos, Laércio acredita que mexe, também, como os políticos vão buscar o voto.  

Na visão do consultor, em cidades maiores, como Ribeirão Preto, as maneiras como foram conduzidas as ações de prevenção do novo coronavírus vão ser objeto de discussão tanto dos atuais governantes em busca da reeleição, como também, dos opositores. "Certamente, críticas acontecerão, vai ser uma campanha que, provavelmente, o governo se defenda pelos índices e a oposição ataque os índices ou a atitude", pontua.  


Ambiente digital
 
Além disso, a pandemia vai provocar, ainda mais, a buscar pelo voto por meio das redes sociais. "Eu vejo que vai ser difícil fugir dos ambientes das redes sociais, os riscos das fake News, ah eu não disse isso, eu disse aquilo. Vejo muitos processos em cima disso, porque ninguém vai aliviar um para o outro", afirma.  

Ele acredita que nem todos os candidatos, tanto ao poder executivo, quanto ao legislativo, estão preparados para este tipo de campanha. "Vai entrar, na minha visão, pessoas que tenham essa visibilidade na rede social, que vão acabar sendo surpresa. Os políticos mais tradicionais correm muitos riscos nesta eleição", completa. 
 

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