9 de julho, data marcada por memórias da Revolução Constitucionalista em todo Estado de São Paulo.
Em 1932, paulistas lutavam por uma constituição e contra a repressão do regime Vargas. Oficialmente, o conflito, que durou quase três meses, deixou 634 soldados mortos.
Oito deles saíram de São Carlos para colaborar nas frentes de batalha:
- Elydio Antonio Verona
- Francisco Perotti
- Henrique Junqueira Franco
- José Cabral
- Alípio Benedito
- Benedito Ferreira da Silva
- Luiz Roher
- Modesto Santana
Os ossos de quatro dos voluntários são-carlenses foram transladados para a Praça dos Voluntários da Pátria, ao lado do Mercado Municipal. Seus restos mortais permanecem ali até os tempos atuais, embaixo de um monumento do conflito.
Os outros soldados da cidade que morreram em batalha tiveram os corpos enterrados em outros locais do estado.

O QUE FOI A REVOLUÇÃO DE 1932
Vargas havia assumido o poder após a Revolução de 1930, quando oligarquias de Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Paraíba se revoltaram e depuseram Washington Luís do cargo de presidente da República.
Vargas impediu a posse do sucessor de Luís, Júlio Prestes, que também era paulista. Ele também fechou o Congresso Nacional, indicou os governadores dos estados e cassou a Constituição de 1891, vigente na época.
Dois anos depois, revoltados com a quebra de promessa de Vargas, que havia garantido que uma assembleia para elaboração de uma nova Constituição, os paulistas se mobilizaram e assim começaram a revolução no dia 9 de julho de 1932. Eles também exigiam a convocação de novas eleições presidenciais, já que o governo de Vargas era ‘provisório’.
Inicialmente, São Paulo teve apoio de lideranças de outros estados, mas que foi retirado ao final do conflito.
Com a falta de soldados e dinheiro, os paulistas foram derrotados pelo Governo Federal e se renderam. A guerra terminou oficialmente no dia 2 de outubro daquele ano, deixando centenas de mortos.