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Cotidiano

Família faz vaquinha e bazar para filho de 7 anos conseguir andar

Procedimento feito em Curitiba (PR) custa R$ 10 mil e deve ajudar João Vicente em tratamento especial.

| ACidadeON/São Carlos


João Vicente, de 7 anos, é alegre, guerreiro e motivador
Alegre, guerreiro e motivador. É desta forma que João Vicente, de 7 anos, é descrito pelos conhecidos. Diagnosticado com paralisia cerebral diparética espástica aos 2 meses de vida, o pequeno tem os músculos rígidos e não consegue andar, mas o caso não é irreversível.  

Lutando contra o tempo para fazer o filho andar, os pais Danielle de Souza Ribas e Tiago da Silva Ribas procuram, através de vaquinha online e bazares, conseguir R$ 10 mil para um tratamento especial em Curitiba (PR) com o método Cuevas Medek Exercises (CME) no dia 21 de outubro. O procedimento consiste em reforçar o potencial de recuperação natural de crianças que apresentam alguma dificuldade motora.

"Se não conseguirmos viajar para fazer esse procedimento urgente, vai gerar uma consequência enorme porque o corpo do João não vai parar de crescer, o cérebro não responde de acordo e os músculos acompanham esse crescimento. Por isso nós pedimos a ajuda de todos que puderem", contou a mãe.  

Além da vaquinha online, a família vai realizar um bazar beneficente no sábado (12), das 8h às 22h, na Praça da XV, e estão aceitando doações de roupas, sapatos, brinquedos e outros itens. Os interessados podem entrar em contato pelo telefone (16) 99716-2923.  

Cativados pela história, Pamella Ribeiro, mãe de um amigo de escola do João, também vai rifar uma cesta de chocolates em prol do menino. Os números estão sendo vendidos por R$ 5 na oficina Kim Motos, no bairro Cidade Aracy I ou pelo telefone (16) 99404-9213.  

"O João é um menino lindo e cheio de vida. Eu imagino o quanto a mãe dele almeja vê-lo andando e até correndo. Fizemos essa rifa para dar uma força para eles", disse Pamella Ribeiro.    

João Vicente com amigo na escola

História de vida 
De acordo com Danielle, a gestação do menino foi tranquila. Ele nasceu de 39 semanas, mas aos 2 meses de vida, a mãe sentiu que havia algo errado e foi a muitos médicos da cidade.  

"Eu percebia que ele estava muito rígido. Foi um processo complicado porque nenhum médico acreditou quando eu disse que tinha algo errado, mas mãe sente, então foi nadar contra a maré", disse.   

A mãe saiu do emprego para cuidar do filho e, por recomendação da patroa, marcou uma consulta com um especialista em Ribeirão Preto, onde os exames mostraram uma paralisia cerebral estática intrauterina, entre os 5 e 7 meses de gestação, que causou sequelas.   

João Vicente e a mãe em sua primeira cirurgia, em 2018
Em 2018, foi a primeira cirurgia do João Vicente, também realizada graças a doações. Desde então seu quadro estava evoluindo com ajuda de fisioterapia diária. Porém, em agosto deste ano, o menino passou por um exame na AACD e, após um mês, o resultado apontou a necessidade de uma cirurgia que tira 30% da força muscular do paciente.  

"Nosso medo e maior risco era fazer a cirurgia e o corpo dele não entender todo o processo. Hoje ele está em processo de evolução, então a cirurgia seria um retrocesso e colocaria em risco tudo o que já fizemos por ele", explicou Danielle. 

Preocupada, a mãe começou a pesquisar outros métodos que trariam menos riscos para João e encontrou o método CME, criado pelo Dr. Ramón Cuevas, que é uma abordagem fisioterapêutica utilizada para crianças que possuem alteração no desenvolvimento motor causado por síndrome não degenerativa que afeta o Sistema Nervoso Central.   

Danielle de Souza Ribas, João Vicente e Tiago da Silva Ribas
Período de adaptação  
A mãe afirma que no começo foi um processo de adaptação muito difícil, mas que a família não desistiu de lutar. "Durante todo esse tempo nós precisamos nos adaptar. Eu já ouvi coisas, vi olhares de coitadinho e passei por muito preconceito e desrespeito, mas no fim das contas a gente aprende a lidar melhor com tudo", desabafou a mãe. 

Hoje, grande parte da força da família vem do próprio João Vicente, que já passou por muita coisa, mas sempre manteve o sorriso no rosto. "Ele é uma criança alegre, nos ensina muito todo dia. É um orgulho tremendo e um incentivo a cada dia mais para lutar por ele. Por mais que façamos de tudo, nós lutamos para que ele seja independente. Ele me ensina mais do que eu ensino a ele, e isso é maravilhoso", finalizou a mãe.

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