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Cotidiano

Mãe duvida de overdose e acredita que filha foi assassinada

Miloane Correa, de 21 anos, foi encontrada morta em um canavial em Dourado. Laudo do IML que aponta causa da morte deve sair em 30 dias

| ACidadeON/São Carlos

Foto: colaboração/EPTV Central

A família da jovem encontrada morta em um canavial em Dourado, contesta a versão da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) sobre a morte ter sido devido a overdose e acredita em assassinato. Mataram a minha menina, disse a mãe.  

Em seu perfil nas redes sociais, as mensagens para Miloane vão de despedidas a desabafos sobre saudades, mas as mensagens que chamam atenção são as que suspeitam que a jovem tenha sido agredida e morta pelo amigo com quem estava.  

"É um caso de assassinato brutal. Ela estava com sangue no nariz, a cabeça machucada, braços quebrados, boca muito machucada e não tinha dentes de um lado, eu senti isso quando beijei o corpo da minha filha, que foi morta de forma tão covarde", disse a mãe Meire Terezão.    

A mãe ainda relatou que possui áudios e vídeos que podem fazer o amigo ser o principal suspeito do crime. "Acho que ele comprou um monte de drogas, se empolgou, quis dormir com ela e ela não quis, então ele matou ela. Ele disse para as pessoas que tinha testemunha de que ela estava escondida na cidade, mas quando a gente encontrou o corpo dela, ele sumiu", contou.

As investigações iniciais da DIG apontam overdose como a causa da morte, já que o uso de drogas na sexta-feira (9) foi confirmado pelo amigo da vítima. O laudo do IML deve sair em cerca de 30 dias.

Mãe duvida de overdose e acredita que filha foi assassinada. Foto: Redes sociais

Caso
O corpo de Miloane Corrêa foi encontrado pelo seu pai no dia 11 de janeiro, em um canavial próximo ao Parque do Lago, em Dourado. Segundo a família, ela estava desaparecida desde a última quinta-feira (9).

De acordo com a Polícia Civil, um amigo contou que os dois fizeram uso de drogas em São Carlos, e na volta, decidiram parar na estrada de terra. Entretanto, o carro em que estavam atolou.

O rapaz então relatou que saiu para buscar ajuda, mas quando retornou não encontrou Miloane. No local foram encontradas marcas no chão que dão indícios do possível atolamento.

A jovem foi sepultada e enterrada no Cemitério Municipal de Dourado no dia 12 de janeiro, com muita comoção e homenagens de amigos e familiares.

Histórico da vítima
A mãe informou que Miloane estava em tratamento contra as drogas e tomava remédios controlados como amitriptilina, sertralina e clonazepan. "A gente também estava com uma carta assinada para internar ela por conta das drogas, mas a prefeitura estava em recesso e ainda não tínhamos conseguido. A gente estava lutando por ela".  

Agora, o que restou foi a saudade da menina sorridente, que adorava animais e era extremamente carinhosa com a família e o filho de 1 ano. "Eu estou sofrendo muito. O pai está em estado de choque e não consegue nem trabalhar. Nós só queremos justiça, queremos descobrir o que aconteceu. A dor é imensa e nada vai fazer isso passar", desabafou Meire.  

Miloane Correa e o filho de 1 ano. Foto: Redes sociais

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