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Cotidiano

UFSCar desenvolve sensor para detectar microrganismos em hospitais

Tecnologia desenvolvida pelo Departamento de Física (DF), em parceria com pesquisadores, pode evitar infecções hospitalares rapidamente

| ACidadeON/São Carlos

Sensor é de fácil manuseio e oferece resultados rápidos. Imagem: Gabriela Byzynski
O Departamento de Física (DF) da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), em parceria com pesquisadores, desenvolveu um sensor de microrganismos capaz de detectar doenças bactérias ao redor de pacientes hospitalizados, evitando infecções hospitalares.  

A tecnologia funciona como um medidor de taxas de glicemia - através de uma caixa com leitor e etiqueta descartável, onde é colocada a amostra do leito do paciente que, em contato com o solvente a uma distância de aproximadamente 30 centímetros, permite identificar em até 30 minutos algum microrganismo que possa causar doença e que esteja presente naquele ambiente.  

O pesquisador Filippo Ghiglieno, do DF da UFSCar, e a empresária e pesquisadora Gabriela Byzynski, desenvolveram a patente de invenção intitulada "Leitor e sensor de microrganismos baseados em alterações de propriedades eletromagnéticas de etiqueta RFID".  

"Quando a gente tem dois componentes, um transmite dados para um hardware, então a gente pensa nessa tirinha onde vamos colocar as amostras ou onde vamos tocar na superfície para ver se tem alguma bactéria ou vírus, a gente pensa nessa tira transmitindo dados para esse leitor. Quando tem esse toque ou a presença de microrganismo nessas tiras, vão ser alterados alguns componentes eletromagnéticos, esses componentes, através dos dados que vão ser enviados para o leitor, vão falar assim: olha, aqui eu tenho a presença desse vírus. Então, esse leitor vai me dar um bip para mostrar que está contaminada tal região", explicou Byzynski.  

A ideia demorou nove meses para ser desenvolvida. Para ser criada, os pesquisadores observaram os ambientes hospitalares e a relação de microrganismos e infecções presentes em colchões, cabeceiras, maçanetas e equipamentos.  

De acordo com Byzynski, o principal diferencial desta tecnologia se refere à sua portabilidade - de fácil manuseio -, além da rapidez em oferecer um resultado.  

"Quando a gente controla e sabe que ali nesses locais tem algum microrganismo que irá ou pode causar algum dano à saúde do paciente, e muito importante saber qual é esse vírus de uma forma rápida, porque assim a equipe médica pode falar: eu tenho esse vírus, então vamos isolar essa área, fazer a higienização para que isso não dissemine para outras áreas do ambiente hospitalar", disse.  

Atualmente, o grupo realiza testes em hospitais nas cidades de São Paulo e São José do Rio Preto. Outras informações sobre o equipamento estão disponíveis no site da Vitrine de Tecnologia da UFSCar.


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