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Servidores dos Correios de São Carlos aderem à greve nacional

Paralisação reivindica a revogação de 70 cláusulas que garantem benefícios e direitos aos trabalhadores e não tem prazo para acabar. Serviços essenciais estão mantidos

| ACidadeON/São Carlos -

Correios São Carlos. Foto: Google Maps

Os servidores dos Correios de São Carlos, Rio Claro, São João da Boa Vista (SP) e pelo menos outras 23 cidades da região aderiram à greve nacional da categoria, anunciada na segunda-feira (17).

De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores em Correios de Campinas e Região (Sintect-Cas), o movimento reivindica a revogação de 70 cláusulas que garantem benefícios e direitos aos trabalhadores. Ainda segundo o sindicato, a greve é por tempo indeterminado e depende das definições do Governo Federal.

O sindicato informou que todas as unidades presentes na região de Campinas aderiram à greve, mas em proporções diferentes. A paralisação ocorre em todos os setores da área operacional da empresa, como os carteiros, atendentes, operadores de triagem e transbordo e suporte.

"Por ser considerado serviço essencial e em respeito às necessidades da população está sendo mantido um contingente mínimo de trabalhadores para garantir o atendimento dos serviços de urgência, principalmente os relacionados ao coronavírus (coleta, entrega e distribuição de medicamentos e insumos) estão sendo mantidos", disse a nota.

O Sintect-Cas representa 84 municípios, entre eles, 27 cidades que estão na cobertura da EPTV Central: Aguaí, Águas da Prata, Analândia, Araras, Caconde, Casa Branca, Conchal, Corumbataí, Descalvado, Divinolândia, Itirapina, Itobi, Leme, Mococa, Pirassununga, Porto Ferreira, Rio Claro, Santa Cruz da Conceição, Santa Cruz das Palmeiras, Santa Gertrudes, Santa Rita do Passa Quatro, São Carlos, São João da Boa Vista, São José do Rio Pardo, São Sebastião da Grama, Tapiratiba e Vargem Grande do Sul.  

Funcionários em greve deitaram em frente ao portão da unidade da empresa em Lagoinha
Entenda
A Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas dos Correios e Similares (FENTECT) anunciou o início da greve nacional nesta segunda-feira (17), a partir das 22h, sem prazo para acabar.

Entre as reivindicações, está a posição contrária à revogação do Acordo Coletivo. Segundo a FENTECT, o acordo foi revogado no dia 1º de agosto, sendo que sua vigência era até 31 de julho 2021. Com a suspensão, os trabalhadores deixariam de ter acesso a diversos benefícios.

"Foram retiradas 70 cláusulas com direitos como 30% do adicional de risco, vale alimentação, licença maternidade de 180 dias, auxílio creche, indenização de morte, auxílio creche, auxílio para filhos com necessidades especiais, pagamento de adicional noturno e horas extras [...]", relatou em nota.

Outro motivo da greve, segundo a federação, é a possível privatização dos Correios e o "aumento da participação dos trabalhadores no Plano de Saúde, gerando grande evasão, descaso e negligência com a saúde e vida dos ecetistas na pandemia da Covid-19".

Além disso, o Sindicato dos Trabalhadores em Correios de Campinas e Região (Sintect-Cas) informou que a greve também tem o intuito de protestar contra o sucateamento da estatal. "A greve também é para denunciar o sucateamento que os últimos governos tem praticado [...] como a demissão de mais de 30 mil trabalhadores nos últimos anos e a falta de realização de concursos para a contratação de funcionários que supram essas demissões", disse em nota a diretoria do Sindicato.

*Com informações do G1 São Carlos e Araraquara.

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