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Cotidiano

ON Explica: lavar as mãos com água e sabão ou álcool em gel?

Enfermeiro do Hospital Universitário da Universidade Federal de São Carlos (HU-UFSCar) explica os mitos e verdades sobre a higienização correta das mãos

| ACidadeON/São Carlos

Atendimento de crianças com doenças respiratórias reduz em São Carlos. Foto: Reprodução
Lavar as mãos é um gesto simples, mas que se tornou de extrema importância durante a pandemia do novo coronavírus. Por isso, profissionais de São Carlos (SP) alertam para a higienização correta das mãos, assim como seus mitos e verdades.  

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), 95% da população mundial não lavam as mãos com frequência. Se essas pessoas adquirissem esse hábito, o número de vítimas fatais por infecção poderia cair em até 25%.  

O enfermeiro do Hospital Universitário da Universidade Federal de São Carlos (HU-UFSCar) da área de Vigilância em Saúde, Christian Pelaes, explica a importância de lavar as mãos.  

"A gente sabe que nossas mãos são nossas ferramentas e tudo a gente acaba utilizando essas mãos, desde o preparo de uma alimentação, no cuidado de algum paciente ou em um cuidado doméstico. Eles colocam as nossas mãos para tudo quanto é utilidade, então a gente precisa ter o hábito de higienizar essas mãos porque com ela tocamos várias superfícies contaminadas, além da gente já ter microrganismos transitórios que precisam ser eliminados para que não entrem no nosso corpo", disse. 

Durante a pandemia, o uso de álcool em gel foi muito evidenciado e se tornou mais cotidiano do que lavar as mãos. Porém, Pelaes ressalta que o produto não substitui a lavagem tradicional com água e sabão.  

"Os dois têm ambas as eficácias, mas a higiene das mãos com água e sabão deve ser ocasionada, por exemplo, antes e após ir ao banheiro, antes e depois das refeições, no preparo de alimentos, na manipulação de medicamentos. Quando minha mão apresenta uma sujidade visível, somente a água com sabão vai ter eficácia garantida", explicou.  

Mas essa constante lavagem, seja com álcool ou sabão, causa o ressecamento das mãos, o que também aumenta o uso de hidratantes logo em seguida, uma prática que muitos acreditam ser corretas, mas que na verdade não é nada eficaz e pode prejudicar a pele.  

"Dá na mesma que você lavar as mãos e na sequência usar a solução alcóolica. Isso também não é indicado porque o álcool vai degradar as partículas dele, quimicamente falando, então vai dar aquela sensação de desgosto e o cérebro vai interpretar que sua mão continua suja. Ou você lava a mão com água e sabão ou utiliza a solução alcóolica. Agora, se você acrescentar ainda outro produto, sua mão vai ficar totalmente pegajosa, então recomendo sempre a utilização de hidratante à noite, quando a pessoa vai dormir", comentou o enfermeiro do HU-UFSCar.  

Neste período de pandemia, a mudança foi tanta que até as crianças passaram a lavar mais as mãos, atitude que refletiu diretamente nas recepções dos consultórios pediátricos.  

"A gente observa também na parte de pediatria, o índice baixo de atendimento em crianças doentes. Então, quando a gente fala da higienização, ela é uma medida adicional, só que de extrema importância, ela chega a prevenir cerca de 60% das infecções. Se a gente fizer o simples ato de higienizar corretamente nossas mãos", concluiu Pelaes.  

Como lavar corretamente
A lavagem deve ser iniciada com movimentos circulares dos dedos de uma mão na palma da outra, entrelaçando as duas mãos para higienizar as costas delas e,  principalmente, a região entre os dedos. O processo deve ser repetido com os dedos cruzados e com as palmas juntas.  

Para lavar embaixo das unhas, é indicado que as mãos fiquem em forma de concha e que a pessoa realize movimentos verticais uma na outra, desenhando círculos nas mãos. Por fim, a água corrente deve ser usada para tirar o sabão e as bactérias da pele. É indicado o fechamento da torneira utilizando um papel ou toalha para não sujar as mãos novamente.

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