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Cotidiano

Sistema criado em São Carlos lê tomografias e identifica Covid-19

Tecnologia foi desenvolvida por dois ex-alunos do ICMC da USP; resultado sai em 30 segundos

| ACidadeON/São Carlos

Sistema criado em São Carlos utiliza diversos recursos de inteligência artificial. Foto: Rodrigo Sargaço/EPTV

Um grupo de ex-alunos da Universidade de São Paulo (USP), em São Carlos (SP), criou um sistema inteligente de computador que consegue ler uma tomografia e apontar se as lesões são características de um paciente que está com Covid-19. O resultado sai em segundos.

A tecnologia criada por uma startup de São Carlos utiliza diversos recursos de inteligência artificial que possibilitam ao sistema obter um aprendizado profundo a partir das imagens analisadas.

"A ideia não é substituir o médico, mas colaborar para que seja tomada uma decisão adequada", disse o pesquisador peruano Jorge Valverde-Rebaza que, junto com o colega também peruano Gabriel Humpire-Mamani, desenvolveu o sistema. Ambos são pós-graduandos do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP em entrevista à EPTV Central.  

Tecnologia desenvolvida em São Carlos teve mais de 90% de acerto. Foto: Rodrigo Sargaço/EPTV
Estudo
O estudo surgiu depois que o governo estadual publicou um edital para estimular as melhores iniciativas de inteligência artificial para diagnosticar a doença por meio de imagens.

Os pesquisadores receberam várias tomografias de pacientes atendidos em hospitais de São Paulo. Eles tinham que analisar e devolver as imagens indicando a presença ou não de sequelas deixadas pelo novo coronavírus no pulmão do paciente.

"Essas imagens não necessariamente eram de pessoas portadoras da Covid porque o intuito era verificar o desemprenho da ferramenta", disse a diretora-executiva, Natália Camillo Silva.,

A tecnologia desenvolvida em São Carlos teve mais de 90% de acerto, além de conseguir identificar a presença das lesões causadas pela doença. Um outro diferencial é que o programa consegue analisar a imagem mesmo que ela não esteja muito boa. Um dos grandes desafios foi conseguir diferenciar lesões pré-existentes no pacientes para o programa não errar na hora de fazer a análise.

Os testes finais já estão sendo feitos no Hospital das Clínicas em São Paulo. O pesquisador explica que, após a pandemia, essa tecnologia também pode ser aplicada pra ajudar médicos no diagnóstico de outras doenças. "Reaproveitar o que a gente conseguiu para depois adaptar para uma nova tarefa", completou.

*Com informações do G1 São Carlos e Araraquara.


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