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Cotidiano

Após prejuízo de R$ 30 mil em assalto, Diocese pede reforço de segurança em paróquias

Padre Robson Caramano, assessor da cúria, afirmou em entrevista que administração diocesana aconselhará instalação de sistemas de segurança em igrejas

| ACidadeON/São Carlos

Padres foram feitos reféns durante assalto em casa paroquial de São Carlos. Foto: Reprodução/Google
A Diocese de São Carlos (SP) vai reforçar as orientações de segurança das paróquias da cidade, após um episódio de roubo com reféns à casa paroquial da igreja Santa Madre Cabrini, no Cruzeiro do Sul, que gerou um prejuízo de mais de R$ 30 mil. A informação foi dada pelo assessor de imprensa da cúria, padre Robson Caramano, em entrevista à CBN São Carlos.  

Segundo o padre, o assalto ocorreu após a missa das 10h da manhã de domingo (3). Dois padres foram feitos reféns por três homens armados com armas e facas. Um zelador foi ferido. "O zelador ouviu um barulho e foi até o lugar quando foi surpreendido. Ele levou três coronhadas", conta.  

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Depois do roubo em que foram levados R$ 2 mil, quantia em euro equivalente a R$ 30 mil e dois veículos, aléns de objetos de valor e documentos, as medidas de segurança serão reforçadas. "Sempre damos orientações básicas de segurança, para que o dinheiro não fique na paróquia. A Diocese sempre dá orientações, até mesmo porque temos uma nova concepção de realidade. Muitos padres e pessoas ainda tem uma mentalidade de guardar o dinheiro, como se diz, guardar o dinheiro no colchão, é um risco que não se pode correr", lamenta.  

A Diocese, segundo o padre, pede que, sempre que possível, sejam instalados sistemas de segurança, como alarme e câmeras. "Cuidamos de bens que não são nossos, são da comunidade. Temos feito um excelente trabalho. O prejuízo não é só material, mas é também pelo grande esforço em conseguir fazer tudo", comenta.  

A igreja assaltada mantém um projeto social que atende 120 crianças em vulnerabilidade social. As chuvas de fim de ano derrubaram um muro. Os euros doados por uma comunidade da Suíça seriam usados para a reconstrução da estrutura. "Tem familiares que fazem parte da comunidade. Eles mandaram dinheiro via banco, daí guardaram esses euros na casa paroquial para ser usado após o ano novo no atendimento dessas necessidades", conta.  

Outro caso 
A Diocese de São Carlos também precisou lidar com uma situação parecida em setembro de 2020, quando o escritório da casa de um padre de Itirapina (SP) foi incendiado e cerca de R$ 30 mil foram furtados ou queimados na ocasião.  

A Polícia Civil, que está investigando o caso, informou na época que a ação possuiu indícios criminosos. "Ainda está em andamento a investigação. Neste caso em questão, o padre estava organizando uma viagem e guardou o dinheiro em casa", comentou Padre Robson.


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