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Escola de São Carlos desmatricula 90 alunos por faltas em atividades, diz Apeoesp

Denúncia também apontou fechamento de três salas de aula; Diretoria Regional de Ensino alega que os alunos foram classificados com Não Comparecimento e podem se matricular novamente

| ACidadeON/São Carlos -

Escola Estadual Orlando Perez, em São Carlos. Foto: Google Maps

Uma denúncia do Sindicato dos Professores e Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp) apontou que 90 alunos da Escola Estadual Orlando Perez, em São Carlos (SP), foram desmatriculados da unidade após não realizarem atividades do Centro de Mídias e/ou não comparecerem presencialmente ou de forma remota.

Segundo os professores, nenhum estudante foi avisado sobre o cancelamento da matrícula e só ficaram sabendo no retorno às aulas presenciais do segundo semestre, que aconteceu no dia 2 de agosto.

Em nota, a Secretaria de Educação do Estado (Seduc-SP) informou que não houve exclusão dos alunos na unidade porque o atendimento noturno é realizado conforme a demanda. (Entenda mais abaixo)  

Sala de aula da Escola Estadual Orlando Perez, em São Carlos. Foto: Google Maps

Sem atividades
De acordo com um professor da unidade que preferiu não se identificar, no final do primeiro semestre eram 200 alunos nesta situação. Então, os professores montaram uma equipe de busca ativa e foram até a casa dos estudantes para combater a evasão escolar, fazendo com que o número caísse para menos de 100.

"A metade dos alunos estava sem equipamentos, celulares quebrados ou só tinha um celular para a família inteira e a mãe precisava levar no trabalho, outros não conseguiam ir até a escola para cuidar de irmãos pequenos. Foram várias as justificativas. E também tem aqueles que já desistiram e não querem mais", relatou outro professor da unidade.

No entanto, segundo a denúncia, a diretoria desmatriculou 90 alunos do ensino médio e fechou três salas de aula sem aviso prévio, impactando na vida dos alunos e no trabalho dos professores.

"É um impacto absurdo para a rotina dos professores, que tiveram salas de aula a menos, e para os alunos pior ainda. Atinge principalmente o direito da criança e do adolescente de ter uma educação", disse.

O promotor de Justiça de São Carlos, Daniel Henrique Silva Miranda, informou que foram solicitadas informações à Diretoria Regional da Secretaria Estadual de Educação e que o caso aguarda esclarecimentos.

Outro lado
Questionada, a Diretoria Regional de Ensino informou que não há fechamento de salas de aula ou exclusão de alunos porque o atendimento noturno é realizado conforme a demanda. 

A diretoria também ressaltou que a unidade está aberta e oferecendo aulas para os estudantes, ofertando atividades impressas e recursos tecnológicos da escola para que todos assistissem às aulas e realizassem as referidas atividades. 

O órgão disse ainda que os alunos que não haviam tido participação ou procurado as aulas presenciais e remotas foram classificados com "Não Comparecimento" e podem se matricular novamente quando desejarem.

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