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Entenda sobre doença renal crônica, 5ª maior causa de morte no mundo

Nefrologista Henrique Carrascossi explica a importância de conscientizar a população sobre a doença

| ACidadeON/São Carlos -

Número de transplantes renais no Estado cai 36% durante pandemia. Foto: Reprodução

O mais recente levantamento da Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN) apontou que até 2040, a doença renal crônica (DRC) deve se tornar a 5ª maior causa de morte do mundo. A entidade também afirma que uma em cada 10 pessoas corre o risco de ter problemas renais.

Para o nefrologista Henrique Carrascossi, a população precisa estar cada vez mais consciente sobre a importância de uma boa saúde para o adequado funcionamento dos rins.

"Com a função de controlar a eliminação de líquidos e excreções, além de produzir importantes hormônios para a regulação da pressão arterial e produção de glóbulos vermelhos, é imprescindível que haja uma boa manutenção dos órgãos, que pode ser realizada através de uma boa alimentação, prática regular de exercícios físicos e abandono de práticas nocivas como o consumo exagerado de álcool e tabagismo", diz o especialista.

O levantamento da SBN também mostra que o Brasil possui aproximadamente 140 mil pacientes que não apenas precisam lidar com os desafios da DRC, mas que necessitam realizar diálise para se manterem vivos.

Carrascossi explica que o paciente apenas recebe um diagnóstico de doença renal crônica quando ocorre uma lesão irreversível dos rins, mantida por três meses ou mais. "O que leva a importância da conscientização, pois um diagnóstico precoce acarreta em uma progressão controlada ou até mesmo retardada na maioria dos casos."

Como a doença só costuma se manifestar quando o órgão atinge cerca de 85% a 90% de comprometimento, pacientes que convivam com determinados fatores de risco hipertensão, diabetes e obesidade devem se manter ainda mais atentos. Exames regulares de urina e creatinina são comumente utilizados para um monitoramento da saúde desses indivíduos.

"Lembrando que a DRC possui um prognóstico complicado e muitas vezes um tratamento de alto custo, o que implica ainda mais no acompanhamento médico quando necessário, principalmente em indivíduos acima dos 40 anos, quando os órgãos naturalmente começam a perder sua capacidade renal", orienta o nefrologista.

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