
Após os furtos recentes que aconteceram nas dependências da UFSCar (Universidade Federal de São Carlos) na última semana, os estudantes apontaram outro espaço que também sofre com a falta de segurança e mais furtos: as moradias concedidas para integrantes do programa de assistência estudantil.
Gabriel Jóia, estudante do curso de Imagem e Som da universidade, conta que sua companheira de apartamento já foi vítima de furto de roupas, e desde então eles não podem sequer deixar o varal de roupas para fora, assim como os outros estudantes.
“Primeiro que na portaria entra quem quer, pois não há nada para se identificar, segundo que a portaria não serve para muita coisa, pois quem fica lá não é nenhum guarda, é apenas uma pessoa sentada sem nenhum poder de ação. Aqui é muito aberto, não há nenhuma forma de segurança mais eficaz, então pode entrar qualquer um e fazer o que bem entender”, contou.
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O jovem comenta que a universidade orienta para que não deixem os apartamentos abertos e denunciem atividades suspeitas, mas que esperava uma atitude concreta. “Acho que a UFSCar teria que fazer algo a mais, mas não parece ser uma questão tão preocupante assim”, disse.
O estudante Patrick Lima estava entre os alunos que foram vítimas de um “arrastão na moradia” em fevereiro do ano passado. Na ocasião, segundo ele, algumas pessoas estouraram as portas dos apartamentos e furtaram vários aparelhos – incluindo uma máquina de lavar.
“Fora o segurança/porteiro, não fica mais ninguém, e as grades que fecham a moradia não possuem proteções, é fácil de pular sem ser visto. Aquela não tinha sido a primeira vez que aconteceu naquele mês, e depois daquele dia, ficavam uns três seguranças todas as noites rondando, mas só por um mês”, contou.
A falta de segurança foi um dos motivos que o fez repensar sobre continuar no espaço. “Eu já pensava em me mudar, mas com isso só adiantei o processo”.

Falta de informação
A estudante Nycolle Barbosa comenta que até o momento não vivenciou algo parecido, mas que geralmente fica sabendo dos furtos por terceiros e se preocupa com a falta de comunicação da faculdade com os alunos em situações como essa.
“Fico me perguntando até que ponto a faculdade é transparente com a gente em relação a esses assuntos. Entendo não querer gerar um pânico social por causa disso, mas sinto falta de saber, só porque não aconteceu comigo não significa que esteja tudo bem eu sair por aí se nenhum cuidado por uma sensação falsa de segurança”, comentou.
Retorno da universidade
Questionada sobre os apontamentos dos estudantes, a UFSCar informou em nota que no furto do fim de semana passado, os equipamentos foram encontrados e depois recuperados.
Já sobre a ocorrência no departamento de Ciências Sociais, a universidade relatou que não tem a informação exata sobre o que foi furtado, reforçou que está acompanhando a investigação policial e que as equipes de vigilância estão intensificando as atividades no campus.
Em relação à questões na moradia, a faculdade informou que foram feitas medidas de incremento de segurança no ano passado, com a troca de fechaduras e novas, instalação de câmeras de segurança e intensificação de vigilância.
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