Lançado em 2019, na esteira do massacre de Suzano, o aplicativo SOS Escolar, de São Carlos, foi acionado em seis ocasiões, informou a Secretaria Municipal de Segurança Pública nesta quarta-feira (12).
O aplicativo já foi acionado em 2020 na Emeb (Escola Municipal de Ensino Básico) “Carmine Botta”, em que o botão de pânico foi pressionado após flagrante de alunos vandalizando o banheiro, e em 2021, quando um homem invadiu o pátio do Cemei (Centro Municipal de Educação Infantil) “Victório Rebucci”, localizado no Jardim Pacaembu.
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Nas outras quatro situações, a Secretaria de Segurança Pública informou que foram ocorrências sem periculosidade.
O aplicativo foi lançado na Capital da Tecnologia quatro meses depois do ataque a uma escola estadual no município de Suzano, na Região Metropolitana de São Paulo e que deixou dez mortos.
Na época, a promessa era de pronta-resposta ao aplicativo ser acionado. Em uma das ocasiões, os agentes da Guarda Civil Municipal chegaram ao local da ocorrência em menos de cinco minutos.
“Quando se tem mais de uma pessoa com esse sistema na escola, mesmo que o infrator esteja com uma delas, se permite que o sistema seja acionado por outra e a Guarda Municipal realize o atendimento rapidamente”, explica o secretário de Segurança Pública, Samir Gardini.
VIGILÂNCIA REMOTA
O titular da pasta ainda salientou que a administração está próxima de chegar nos 100% da rede coberta por monitoramento via câmeras e alarmes. De acordo com a administração, 53 unidades têm vigilância remota, enquanto oito ainda não possuem, das quais, seis estão em processo de instalação.
“São perto de 500 câmeras somando todas as escolas. O próprio diretor tem acesso a essas câmeras quando ele quiser”.
Um efeito do maior monitoramento, não relacionado à segurança dos alunos em si, mas da guarda do bem público é a redução dos casos de furto de fiação de escolas. Entre 2021 e 2022, São Carlos vivenciou uma “epidemia” de casos nas escolas, sobretudo, nos períodos noturnos e nos finais de semana.
PARCERIA COM A COMUNIDADE ESCOLAR
Outro ponto trabalhado pela Guarda Municipal é a comunicação direta com diretores de escolas. Através de grupos de WhatsApp, os gestores das unidades podem enviar demandas diretamente à corporação em tempo real. São situações que demandam a presença de agentes, mas sem risco à vida.
A Guarda ainda tem feito a já conhecida patrulha no entorno das escolas, com maior foco naquelas que têm riscos maiores de exposição das crianças ao tráfico.
“Lógico que não conseguimos ter um guarda em todas as escolas, mas temos equipes que têm realizado flagrantes em patrulhamento no entorno das escolas”, relata.
PREVENÇÃO NA SAÚDE MENTAL
Mesmo com todos os aparatos de segurança já implantados e os futuros, com a aprovação da segurança armada e detectores de metais nas escolas pela Câmara Municipal, Gardini afirma que a prevenção de ataques passa pela atenção à saúde mental das crianças e adolescentes.
“Não há uma previsão de quando isso pode acontecer. Deixo aqui o recado para que os pais fiquem atentos caso observem os seus filhos qualquer alteração na normalidade e que procurem ajuda”, comenta.
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