
O casal de Itirapina que ficou ilhado na Praia de Boiçucanga, em São Sebastião, junto com centenas de pessoas que ainda passam pela mesma situação no litoral norte de São Paulo, conseguiu voltar para casa na noite de terça-feira (21). A tragédia causada pelos temporais causou 48 mortes até o momento, segundo a Defesa Civil.
O casal chegou na praia na sexta-feira, um dia antes da tempestade que destruiu tudo que estava ao redor, e acompanhou a chuva ganhando força e arrastando lama por todos os lados. No dia seguinte, andaram pela praia e descobriram que todas as estradas estavam interditadas.
“Muitas pessoas desesperadas que perderam tudo, água cobrindo casas, uma coisa lamentável. Não tem previsão de quando liberam as rotas, a situação está grave mesmo”, disse Gabriel Gobbi na segunda (20), em entrevista ao portal acidade on.
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O vereador e a namorada permaneceram na cidade até a manhã de terça-feira (21), quando foram informados que a pista estava parcialmente liberada. Gabriel e Nathalie Gobbi saíram por volta das 10h e chegaram às 20h, um atraso de cerca de três horas.
“Foi bem tenso até a saída de lá, porque eles passaram a máquina apenas no meio da terra, das árvores que tinham caído na pista, e passava um carro só por vez, e do lado aquele morro de terra vermelha, barro, lama, uma sujeira terrível. Foi bem assustador esse período. Graças a Deus chegamos bem”, relatou.

Como está a situação
Nesta terça-feira (22) o Departamento de Estradas e Rodagem (DER) liberou parcialmente o tráfego em diversos pontos que antes estavam obstruídos, principalmente na Rodovia Rio-Santos, no trecho entre São Sebastião e Ubatuba. Outros, como o trecho da Praia da Preta e Mogi-Bertioga, estão totalmente interditados.
Segundo a Defesa Civil estadual, até o momento foram 48 mortes contabilizadas, sendo 47 em São Sebastião e uma em Ubatuba, e 38 pessoas estão desaparecidas, mas o órgão salientou que o número pode “flutuar”.
Os trabalhos de buscas estão acontecendo principalmente nos bairros da costa sul, como a Vila do Sahy, área que abrigava a maioria das vítimas, e Juquehy.

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