
A defesa de Milton César Magalhães, funcionário do Saae que matou o colega de trabalho usando uma retroescavadeira, afirmou que apresentará “provas robustas” sobre a supostas ameaças que ele estaria sofrendo. Um pedido de relaxamento de prisão foi apresentado à Justiça.
Magalhães se apresentou à Polícia Civil na tarde desta segunda-feira (27), após cinco dias foragido. Contra ele havia um mandado de prisão temporária expedido pela 2ª Vara Criminal da cidade.
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Segundo os advogados de defesa de Magalhães, “há provas robustas” que foram juntadas ao inquérito da Polícia Civil.
“As provas vão aparecer no decorrer do inquérito e da instrução processual. O Milton vinha realmente sofrendo uma série de ameaças e agressões e acabou chegando neste ponto”, afirma o advogado José Roberto Garcia.
O defensor afirmou que o autor não quis se omitir e está disposto a enfrentar as consequências na Justiça. Garcia comentou, ainda, que Milton “apagou” logo após o crime e depois recobrou a memória e depois decidiu se entregar.

PRESO NÃO LEMBRA DE DETALHES
Em entrevista coletiva, o delegado Caio Gobato, da DIG (Delegacia de Investigações Gerais), afirmou que Milton contou em depoimento que foi com a máquina pesada para cima do colega de trabalho por temor de ser agredido.
“Ele alega que não se recorda do que aconteceu, só que deu uma ‘pazada’ para afastá-lo, porque pensava que o outro vinha para matá-lo”, comentou.
Em depoimento, Milton disse que não sabia que Iébel morreu após a agressão. Argumentou que fugiu do local por medo de que Iébel Garcia Silva se recuperasse e buscaria vingança. Antes de tomar rumo desconhecido, passou na própria casa, onde tomou conhecimento da morte.
O delegado confirmou que a vítima tinha uma machadinha. A arma branca teria sido usada para ameaçar Milton.
EX-MULHER OUVIDA
Além de Milton, foram ouvidos hoje ex-colegas de trabalho de autor e vítima, além da ex-mulher de Iébel. Nos próximos dias, a família do autor do crime prestará depoimento à DIG.
A Polícia Civil espera terminar de montar o inquérito com exames e laudos já solicitados.
Após o depoimento, Milton seguiu sob custódia da Polícia e será submetido a uma audiência de custódia nesta terça-feira (27).
CASO CHOCOU O PAÍS
O crime ocorreu na manhã de quarta-feira, 22 de março, na rua Georg Ptak, no Jardim São Paulo. De acordo com a Prefeitura, o autor do crime esperou a chegada da vítima, que estava em uma moto, e jogou a máquina em cima do rapaz.
A vítima perdeu o controle da moto, bateu em um carro e caiu. O agressor passou com a retroescavadeira por cima do corpo de Iébel Garcia Silva. Imagens de câmera de monitoramento mostram, ainda, que o autor do crime prensou a vítima com a escavadeira traseira da máquina e, aparentemente, conferiu se o rapaz estava morto.
BRIGAS E AGRESSÕES
Em nota, o Saae informou que em 2014 foi registrada uma briga entre os dois funcionários no estacionamento externo da autarquia. Na ocasião, foi aberta uma sindicância interna e os dois foram punidos com 30 dias de suspensão.
Funcionários relataram que os dois tinham muitos desentendimentos e que o clima entre eles no serviço era “pesado”. O motivo das brigas e desavenças em questão, no entanto, não foram expostos.
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